- A JHSF fechou 2025 com lucro líquido de R$ 1,9 bilhão e receita bruta de R$ 3,7 bilhões, frente a 2024.
- O EBITDA foi de R$ 1,8 bilhão, crescimento de 145% ante o ano anterior.
- A companhia realizou uma operação de R$ 5,2 bilhões vendendo estoques imobiliários para um fundo estruturado pela JHSF Capital, maior do setor no país.
- A reorganização separou de forma mais clara a renda recorrente das atividades de desenvolvimento imobiliário, proporcionando leitura mais transparente do valor da empresa.
- Na renda recorrente, a receita atingiu R$ 1,4 bilhão em 2025 (alta de 28%) com EBITDA ajustado de R$ 658 milhões; o desempenho incluiu shoppings, hospitalidade, gastronomia e o aeroporto Catarina, que tiveram avanços relevantes.
A JHSF registrou lucro líquido de 1,9 bilhão de reais em 2025, com receita bruta de 3,7 bilhões reais e EBITDA de 1,8 bilhão. O resultado representa crescimento de 112% na receita e 145% no EBITDA ante 2024. A empresa atribui o desempenho a uma operação de 5,2 bilhões reais.
A operação envolveu a venda de estoques imobiliários, prontos e em desenvolvimento para um fundo imobiliário estruturado pela JHSF Capital via oferta pública. Segundo a companhia, foi a maior transação do setor já realizada no Brasil, mudando a estrutura do balanço.
Com o negócio, a JHSF passou a separar com mais clareza os resultados de renda recorrente das atividades de desenvolvimento imobiliário. A leitura aponta para maior previsibilidade de caixa, conforme a empresa.
Augusto Martins, CEO, destacou que a nova estrutura facilita avaliar o valor justo da empresa. Ele ressaltou que a base de geração de caixa recorrente é estável, acima de 1 bilhão de reais, sugerindo potencial de valor de mercado entre 15 e 20 bilhões de reais em cenários médios.
Ele acrescentou que o patrimônio pode ser ainda maior ao considerar cerca de 30 bilhões de reais em VGV de estoques para novos projetos, além da posição de caixa líquido. A análise não muda, no entanto, a avaliação de curto prazo.
A JHSF Capital encerrou 2025 com aproximadamente 10,5 bilhões de reais sob gestão. O braço estruturou o fundo que adquiriu os ativos imobiliários, segundo a empresa. A reorganização busca maior previsibilidade de caixa e transparência dos resultados.
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