- O Ibovespa subiu 2,71%, encerrando aos 187.461,84 pontos, com sessão que oscila entre 187.507,77 e 182.515,40 pontos.
- No mês, o índice caiu 0,70%, mas fechou o primeiro trimestre com alta de 16,35%.
- O volume financeiro do dia foi de R$ 37,9 bilhões, impulsionado por notícias de possível alívio no conflito no Oriente Médio e pelo acordo da Advent para comprar participação na Natura.
- O dólar fechou em queda de 1,28%, a R$ 5,17, ainda sob expectativa de desescalada da guerra; a Ptax de fim de março ficou em R$ 5,2194.
- As atenções permanecem na relação entre EUA, Israel e Irã, com sinais de volatilidade no mercado e visões diversas sobre impactos geopolíticos e preços de petróleo.
O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, supera 187 mil pontos, mas encerrou o mês com a primeira queda desde meados do ano passado. A aversão a risco global, alimentada pela escalada do conflito entre EUA, Israel e Irã, pesou no pregão. A sessão também teve impacto de notícia sobre a Advent comprando participação na Natura, o que elevou as ações da fabricante de cosméticos.
O índice ganhou 2,71%, a 187.461,84 pontos, com máximas de 187.507,77 e mínimas de 182.515,40. No mês, o saldo foi de -0,70%, mas o trimestre encerrou com alta de 16,35%. O volume financeiro somou 37,9 bilhões de reais.
Ações de varejo e consumo foram impulsionadas pela notícia de negociação entre Advent e Natura, que elevou o interesse de investidores. Analistas destacaram ainda sinais de possível arrefecimento no conflito do Oriente Médio como fator positivo para o humor de curto prazo.
Dólar recua e fica abaixo de R$ 5,20
O dólar comercial fechou em 5,17 reais, queda de 1,28%. O recuo ocorreu mesmo com a volatilidade típica de dias de incerteza geopolítica, impulsionada pela expectativa de desescalada do conflito. No mês de março, o dólar registrou alta de 0,87%.
Na primeira metade do dia, a curva de liquidação no mercado brasileiro ficou atenta à formação da Ptax de fim de mês, calculada pelo Banco Central. A referência terminou em 5,2194 reais na venda, após oscilações durante o pregão.
Contexto externo anima o mercado, mas persiste cautela
Relatórios de agências e de bancos sinalizam que o conflito no Golfo continua como fator de incerteza. Além disso, houve novos ataques a petroleiros e alertas de Washington sobre dias decisivos no conflito regional. Donos de ativos estrangeiros destacam o Brasil como mercado com exposição relevante a energia e commodities.
Economistas ouvidos por instituições de peso apontaram que o cenário global permanece desafiador, com riscos assimétricos como petróleo mais caro, pressão inflacionária e menor crescimento. Mesmo assim, investidores externamente mantêm fluxo líquido positivo para o Brasil neste início de ano.
Ressalta-se que o fluxo externo em março, até o dia 26, foi de quase 7,9 bilhões de reais, com entrada líquida acumulada de 49,6 bilhões no mercado de ações brasileiro em 2026, segundo fontes consultadas pela imprensa financeira.
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