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Chalmers: pequenas empresas pagam preço pelo conflito no Oriente Médio

Medidas de apoio a pequenas empresas são anunciadas frente à guerra no Oriente Médio, que eleva o preço do combustível e prejudica a economia australiana

Jim Chalmers has announced a series of measures to support small businesses, including more generous Australian Taxation Office payment plans, amid the fuel crisis and ongoing Iran war.
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  • O tesoureiro Jim Chalmers apresentou um pacote de apoio a empresas para enfrentar o aumento do preço do combustível, contendo medidas já usadas durante a pandemia.
  • O pacote prevê planos de pagamento mais flexíveis com a Receita Federal, zero cobrança de juros e multas sobre dívidas tributárias e adiamento de pagamentos de PAYG para negócios que tiveram queda de receita por questões de abastecimento de combustível.
  • O governo adiou a cobrança de dívidas fiscais, segundo a decisão da Auditoria Fiscal australiana (ATO).
  • O primeiro-ministro Anthony Albanese fará um pronunciamento à nação às 19h, transmitido simultaneamente por TV e rádio, detalhando medidas sobre a crise de combustível.
  • Bancos também criaram equipes especiais para ajudar clientes a lidar com a crise no combustível; economistas alertam para inflação elevada e possível recessão caso o choque no Oriente Médio persista.

Jim Chalmers anunciou um conjunto de medidas de apoio a negócios durante a inflação de combustíveis, em meio a impactos do conflito no Oriente Médio. O tesoureiro australiano afirmou que a guerra está causando efeitos extremos na economia global e que empresas de pequeno porte estão arcando com o peso desse cenário. O anúncio ocorreu enquanto o governo aborda medidas para sustentar a atividade econômica diante da instabilidade internacional.

A programação de apoio inclui planos de pagamento mais generosos da Receita Federal (ATO), com ausência de penalties e juros sobre dívidas tributárias não quitadas. Há ainda a possibilidade de postergar pagamentos de PAYG quando a receita tenha sido afetada por problemas de abastecimento de combustível. A ATO também ficará menos agressiva na cobrança de dívidas tributárias pendentes.

O primeiro-ministro Anthony Albanese deve se dirigir à nação nesta quarta-feira à noite, às 19h, em uma transmissão simultânea para TVs e rádios, para detalhar a resposta governamental ao agravamento da crise de combustível. O governo busca mobilizar a população para reduzir consumo de combustível em áreas estratégicas.

Separadamente, bancos informaram que formaram equipes especiais para atender clientes com dificuldades relacionadas ao custo de energia, em linha com o esforço de apoio à economia. Chalmers ressaltou que as medidas são respostas sensatas às circunstâncias extraordinárias, destacando a necessidade de cooperação para mitigar impactos econômicos.

O pacote de apoio chega dois dias após o anúncio do governo de redução de metade do imposto sobre combustíveis por três meses, visando reduzir o preço do combustível em cerca de 26 centavos por litro, com custo estimado de 1,5 bilhão de dólares. Também houve a retirada temporária de taxas de uso de estradas para caminhões pesados, a um custo adicional de 1,05 bilhão de dólares.

Especialistas apontam que o choque no preço do combustível pode pressionar inflação e empregos, contribuindo para um período de inflacionamento estagnado. Analistas estimam que a inflação pode subir em direção a 5% nos meses seguintes, com impactos sobre famílias já pressionadas pelo custo de vida.

Segundo análise da Westpac, o governo teria capacidade fiscal para ampliar medidas de alívio no orçamento de 12 de maio, com uma projeção de ganho tributário de cerca de 60 bilhões de dólares no período de cinco anos, impulsionado por preços de commodities. Parte desse ganho contribuiria para a compensação de impactos do conflito no Oriente Médio.

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