- Macquarie Group diz que o petróleo pode chegar a US$ 200 por barril se a guerra com o Irã persistir até junho e o Estreito de Ormuz permanecer fechado, cenário com probabilidade de 40%.
- Há uma alternativa, com probabilidade de 60%, em que a guerra pode terminar no fim deste mês.
- O Brent caminha para ganho mensal recorde em março, com o conflito entre EUA, Israel e Irã afetando o Oriente Médio e reduzindo fluxos de energia.
- O fechamento prolongado do estreito exigiria alta de preços para destruir uma parte significativa da demanda global por petróleo; a reabertura e danos à infraestrutura energética são determinantes de longo prazo.
- O Brent estava próximo de US$ 115 por barril, após máxima de US$ 119,50 no início do mês; o presidente dos EUA adiou ataques ao Irã para até 6 de abril.
O preço do petróleo pode subir para US$ 200 por barril caso a guerra entre EUA, Israel e Irã se estenda até junho, mantendo o Estreito de Ormuz fechado, conforme análise do Macquarie Group. O cenário considera uma continuidade do conflito no segundo trimestre.
Analistas da instituição atribuem probabilidade de 40% a esse cenário de preço elevado, caso haja prolongamento da crise. Em alternativa, veem 60% de chances de que o conflito se encerre ainda este mês, reduzindo o impacto sobre o mercado.
O Brent vem subindo e está próximo de US$ 115 por barril, após ter alcançado US$ 119,50 no início do mês. A crise envolve EUA, Israel e Irã, interrompendo grande parte dos fluxos de petróleo pela região.
O Estreito de Ormuz, vital para o abastecimento global, tem visto restrições severas de tráfego. A abertura tardia do estreito e danos à infraestrutura energética são apontados como os principais determinantes do efeito de longo prazo sobre as commodities, segundo o relatório divulgado em 27 de março.
O fechamento prolongado do estreito pode exigir ajustes significativos da demanda global por petróleo, sinalizam os analistas. O fluxo anterior pela via abrangia aproximadamente 15 milhões de barris diários de petróleo bruto, além de 5 milhões de barris de derivados.
Na quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, adiou em 10 dias a possibilidade de ataques a instalações energéticas do Irã, estendendo o cronograma até 6 de abril. O Irã havia permitido que 10 petroleiros atravessassem o estreito como gesto de boa vontade, segundo o relatório consultado.
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