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FCA divulgará esquema de compensação em escândalo de financiamento de veículos

FCA divulga hoje detalhes do esquema de até £11 bilhões para 14 milhões de contratos de financiamento de carros, com pagamentos médios previstos em torno de £700

The redress programme is to cover 14m motor finance agreements.
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  • A FCA divulgará segunda-feira, após as 16h30, os detalhes do esquema de reparação para 14 milhões de contratos de financiamento de automóveis.
  • O objetivo é encerrar o escândalo do financiamento de carros sem provocar grandes oscilações nas ações de grandes lenders, como Lloyds Banking Group, Santander, Barclays e Close Brothers.
  • O plano, estimado em about 11 bilhões de libras, prevê 8,2 bilhões para indenização aos mutuários e 2,8 bilhões em custos administrativos; a média de pagamento pode ficar em cerca de 700 libras por contrato.
  • Críticas vêm de ambos os lados: credores dizem que o valor é elevado demais; grupos de consumidores afirmam que os valores poderiam ser maiores em ações judiciais, com riscos de contestações à FCA.
  • Há movimentação para ações coletivas, incluindo um omnibus de 66 milhões de libras para 30 mil tomadores; o governo acompanha de perto, com intervenções potenciais do oficial de finanças.

O regulador financeiro britânico, a FCA, divulgará nesta segunda-feira os detalhes do plano de compensação ligado ao escândalo dos financiamentos de automóveis. O texto final do programa abrangerá 14 milhões de contratos de financiamento de veículos. O anúncio será feito após as 16h30, para evitar impactos nas bolsas.

O objetivo é encerrar o episódio, estabelecendo as regras de reparação para consumidores afetados por comissões entre financiadoras e concessionárias. O pacote apresentado soma aproximadamente 11 bilhões de libras, distribuídos entre pagamentos aos mutuários e custos administrativos.

Segundo as propostas, os pagamentos médios por contrato ficariam em torno de 700 libras, bem abaixo de estimativas anteriores que apontavam até 1.500 libras. A FCA avaliou cenários de custos de até 44 bilhões de libras, considerados por analistas como materialmente mais altos.

Lenders como Lloyds, Santander, Barclays e a financiadora especializada Close Brothers atuam como entidades relevantes na discussão pública sobre o tamanho do benefício aos consumidores. As empresas levantaram argumentos de que o valor seria excessivo para o setor.

Críticos, incluindo grupos de defesa do consumidor e escritórios de advocacia, afirmam que os consumidores podem receber valores maiores via vias judiciais, mesmo com a participação de escritórios de advocacia retendo parte dos pagamentos. Há receio de contestações legais contra o plano.

Fontes próximas ao processo indicam que prefeitos de bancos e o setor de financiamento estudaram estratégias para evitar que a proposta seja contornada ou atrasada por terceiros. Advogados especializados também sinalizam potenciais ações judiciais contra a proposta final.

O governo acompanha de perto o desenrolar do caso, após forte lobby do setor. Em momentos anteriores, o Tesouro já interveio com declarações de cautela quanto a grandes pagamentos a consumidores, incluindo menções a possíveis medidas legislativas.

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