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Alumínio sobe após ataques do Irã a fundições no Golfo e risco de escassez

Alumínio dispara na LME após ataques iranianos a fundições do Golfo, elevando risco de escassez global e cortes de produção nos próximos meses

(Fonte: LME)
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  • Futuros do alumínio subiram até 6% na Bolsa de Metais de Londres após ataques do Irã a fundições no Golfo, em meio a estoques baixos e gargalos logísticos pelo bloqueio do Estreito de Ormuz.
  • Emirates Global Aluminium informou danos significativos na unidade de Abu Dhabi; Aluminium Bahrain avaliava a extensão dos estragos.
  • O fechamento do Estreito de Ormuz intensifica a pressão sobre a cadeia de suprimentos, com cortes de produção esperados nas próximas semanas; o Oriente Médio responde por cerca de 9% da produção global de alumínio.
  • O preço na London Metal Exchange ficou majoritariamente positivo, com o alumínio cotado a 3.452,50 dólares a tonelada, em meio a estoques globais baixos e prêmios elevados.
  • Ações de empresas de alumínio reagiram, com a South32 subindo até 9,4% e a Aluminum of China avançando 9,7%.

O alumínio teve alta de até 6% na Bolsa de Metais de Londres nesta segunda-feira, após ataques do Irã a fundições no Golfo. Empresas afetadas disseram ter sofrido danos, elevando as preocupações sobre o abastecimento global.

A Emirates Global Aluminium informou danos significativos em sua unidade de Abu Dhabi, enquanto a Aluminium Bahrain avaliava a extensão dos estragos. Os ataques ocorrem em meio ao bloqueio do Estreito de Ormuz, que já pressionava estoques e logística.

O Oriente Médio respondia por cerca de 9% da produção global de alumínio, usado em aeronaves, embalagens e painéis solares. A queda ou interrupção de produção na região tende a acentuar desequilíbrios de oferta no curto prazo.

Os contratos da LME chegaram a registrar avanços, com o metal negociado perto de US$ 3.452,50 por tonelada por volta das 14h30, horário de Hong Kong. A percepção é de que cortes de produção podem se tornar mais amplos nas próximas semanas.

As declarações oficiais destacam que o Estreito de Ormuz é crítico para o fluxo de insumos, mas a produção no Golfo continua vulnerável a interrupções. Analistas apontam que novos fechamentos podem manter o preço elevado.

A produção combinada das duas plantas atingidas soma 3,2 milhões de toneladas por ano, enquanto o Golfo como região tem peso significativo, ainda que menor na produção global. O impacto tende a se propagar para a indústria aeronáutica e automotiva.

Governos, fabricantes e comerciantes monitoram prazos de reabertura e a capacidade de retomar operações. Alguns produtores já reduziram operações para beforehand, como a Qatalum e a Alba, elevando pressões sobre a oferta de ligas de alto custo.

Repercussões de curto prazo

Mercados continuam atentos à possibilidade de déficits globais de fornecimento no segundo trimestre, com estimativas de estoque altamente comprimido. A volatilidade deve persistir enquanto o Equilíbrio entre oferta e demanda não se restabelece.

Fontes industriais indicam que as cotações de prêmios para o alumínio físico já reagiram, com aumentos expressivos em várias regiões. A demanda de setores sensíveis ao custo, como aeroespacial e construção, continua sob vigilância.

A notícia também mudou expectativas sobre o custo de energia e o ritmo de crescimento global. Analistas veem riscos de impactos econômicos maiores se o estreito permanecer bloqueado por mais tempo.

As consequências para compradores e fabricantes poderão se estender aos próximos meses, com potenciais reajustes de contratos e prazos de entrega, especialmente para ligas mais especializadas.

Fonte: informações da Bloomberg.

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