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Primeira Páscoa sem açúcar na TV britânica com anúncios de chocolate após as 21h

Regulação de publicidade de junk food proíbe anúncios antes das 21h, reduzindo gastos de TV e gerando debate sobre eficácia e impactos na obesidade infantil

In the basket but not on the TV. Industry bodies and broadcasters have argued that the ban is more political PR than an effective policy.
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  • O Reino Unido terá este Easter pela primeira vez sem anúncios de ovos de chocolate e outros doces antes das 21h, devido à proibição de publicidade de junk food em TV.
  • As novas regras, em vigor desde o início do ano, proíbem produtos com alto teor de gordura, açúcar e sal em anúncios antes das 21h.
  • O Cadbury Creme Egg não deverá aparecer em propagandas antes das 21h neste Easter.
  • A indústria de publicidade informou queda de quase cinquenta por cento no gasto com TV de confeitarias e snacks entre outubro e fevereiro; a queda registrada é de ao menos quinze por cento no total year-on-year.
  • Críticos e associações afirmam que a política tem lacunas para branding e que pode não ser suficiente, enquanto técnicos avaliam possíveis impactos em demais formatos e futuras restrições.

O Reino Unido terá o seu primeiro Domingo de Páscoa sem a enxurrada de comerciais de ovos de chocolate e pães doces. A proibição de publicidade de junk food antes das 21h entrou em vigor no início do ano, como parte de esforços para reduzir a obesidade infantil.

Segundo a nova regra, produtos com altos teores de gordura, açúcar e sal não podem aparecer em anúncios de TV antes das 21h. Assim, o Cadbury Creme Egg, símbolo da temporada, não será veiculado nesse horário neste ano.

A indústria de publicidade adotou as normas de forma voluntária desde outubro passado, antecipando as mudanças. O resulto tem sido uma queda visível nos investimentos de venda de confeitarias em TV.

Impactos financeiros e debates

Estudos para o Guardian apontam que o gasto com anúncios de TV de confeitaria caiu pelo menos 15% na comparação anual. Contribui para esse movimento a redução de espaços de mídia anteriormente ocupados por marcas de snacks.

Críticos do setor alegam que a regra funciona mais como tema de campanha política do que como política efetiva. Executivos de grandes redes destacam que as calorias poupadas, segundo dados oficiais, seriam mínimas.

Grupos de campanha ressaltam que ainda há brechas, como a publicidade de marca sem mostrar um produto identificável. Enquanto isso, marcas mantêm estratégias usando conteúdo de marca para permanecerem visíveis.

Caminhos futuros e consulta pública

Especialistas apontam que o mercado compensa com aumentos em mídia externa e rádio, áreas menos reguladas. A fiscalização tem recebido poucas reclamações até o momento, porém novas restrições são discutidas.

O governo abriu consulta pública para ampliar o modelo de avaliação de nutrientes. A ideia é ampliar o alcance de produtos banidos a partir do próximo ano, o que geraria mudanças adicionais no cenário publicitário.

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