Em Alta NotíciasFutebolBrasileconomiaEsportes

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Minorias perdem acesso a financiamento nos EUA devido a regra de Trump

Mudança na certificação DBE deixa de considerar gênero ou raça como evidência de desvantagem, prejudicando acesso a contratos e financiamento para pequenas empresas nos EUA

Empreendedora americana Vicki Volponi vende materiais de construção perto de Charleston, na Carolina do Sul |Fotógrafo: Alex Kent/Bloomberg
0:00
Carregando...
0:00
  • O Programa de Empresas Comerciais Desfavorecidas (DBE) não considerará mais gênero nem raça como evidência de desvantagem, segundo mudanças do governo americano.
  • Novas certificações e solicitações passaram a ocorrer sob esse novo critério, com defensores afirmando que a mudança nivela o campo para pequenas empresas.
  • Empresas de minorias e mulheres vinham recebendo contratos de infraestrutura há décadas; no último ano, o DBE certificou cerca de cinquenta e duas mil empresas.
  • Em 2024, o DBE movimentou aproximadamente US$ oito bilhões em contratos; mudanças recentes geram preocupação sobre perda de oportunidades futuras.
  • Críticos e apoiadores relatam impactos variados, com parte das empresas relatando queda de pipeline e dúvidas sobre a continuidade do programa, ainda sem definição final no Congresso.

A regra que regula as Empresas Comerciais Desfavorecidas (DBE) foi alterada pelo governo dos EUA, deixando de considerar gênero ou raça como evidência de desvantagem. O objetivo é reavaliar quem pode receber certificação e contratos.

Essa mudança afeta milhares de pequenos negócios que hoje dependem de DBE para competir em licitações de infraestrutura. Analistas dizem que o novo formato amplia a participação de empresas, mas pode reduzir vantagens para minorias e mulheres.

Em Charleston, Carolina do Sul, a empreendedora Vicki Volponi relata perdas expressivas. Até outubro, sua loja de materiais de construção recebia contratos relevantes e expandia operações para Ohio e novos maquinários.

Após a interrompção da certificação, Volponi afirma ter perdido quase US$ 1 milhão em contratos. Ela já precisou reduzir espaço de depósito e teme o futuro do negócio.

Historicamente, o DBE certificou cerca de 52 mil pequenas empresas que geram aproximadamente meio milhão de empregos. Em 2024, o programa movimentou US$ 8 bilhões em contratos, segundo defensores.

A Administração Trump redefiniu as regras no ano passado, cancelando certificações existentes e exigindo nova inscrição. A mudança eliminou, portanto, o peso da raça e do sexo como sinais de desvantagem.

Defensores do DBE dizem que a estrutura ajuda negócios de minorias e mulheres a acessar contratos de infraestrutura, que antes eram dominados por grandes empresas. O objetivo é ampliar oportunidades.

Críticos, porém, afirmam que o DBE discrimina homens brancos e pedem a eliminação do programa. O debate ganhou força em meio a ações judiciais e disputas políticas.

No âmbito legal, o Wisconsin Institute for Law and Liberty questiona a constitucionalidade do DBE e já moveu ações contra o Departamento de Transportes. Tribunais chegaram a decisões conflitantes.

Entre as vítimas diretas, donos de empresas como Danielle Dietrich, de Pittsburgh, dizem que o processo de recertificação é desafiador e pode excluir quem depende do DBE para manter o negócio.

O caso de Michael Brown, transportador em Arkansas, ilustra dificuldades com o recadastramento. Ele descreveu crescimento modesto e receio de perder contratos sem a certificação.

Enquanto o Congresso revisa a autorização do DBE, gestores destacam que mudanças visam nivelar o campo de jogo para que todas as pequenas empresas concorram com base na capacidade. Ainda não há consenso.

Organizações e empresários afirmam que a mudança pode exigir mais ajustes para evitar fraudes, como a escolha de “proprietário de fachada”. Defensores ressaltam que tais casos são exceções.

A reavaliação do DBE segue sem previsão de conclusão. A autorização precisa ser renovada periodicamente, com discussão sobre o papel de políticas de inclusão na distribuição de contratos de infraestrutura.

Pamela Frazier, proprietária de lavanderia em Illinois, relata que a certificação DBE ajudou a ampliar a visibilidade de sua empresa, mesmo diante de ataques verbais e resistência de alguns parceiros.

Ao ampliar o escrutínio, autoridades ressaltam que o objetivo é eliminar distorções no acesso a contratos públicos, preservando a transparência e a competitividade entre empresas de todos os portes.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais