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Promessa bilionária do turismo espacial esbarra em custos e escala

Turismo espacial enfrenta crise: custos e demanda restrita freiam Virgin Galactic e Blue Origin, enquanto chineses entram na disputa

Katy Perry e a tripulação feminina que realizou a viagem espacial com a Blue Origin em 2025 (Foto: Divulgação)
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  • O turismo espacial continua restrito a ultrarricos: Blue Origin interrompe voos por pelo menos dois anos e a Virgin Galactic não opera desde 2024, buscando reduzir custos e ampliar o público.
  • Os preços de passagens ainda são altos: estimativas apontam entre US$ 1,5 milhão e US$ 2 milhões, com a Virgin Galactic já cobrando valores próximos de US$ 600 mil em outros momentos.
  • Até agora, a Virgin Galactic já enviou 31 passageiros e a Blue Origin, 98, incluindo voos com participação de tripulação feminina e celebridades; o último caso ganhou grande repercussão.
  • Países asiáticos sinalizam entrada no setor: Beijing Interstellor planeja turismo em 2028 por cerca de 3 milhões de yuans; CAS Space quer voos turísticos até 2029.
  • A SpaceX e o Starship são vistos como potencial motor de queda de custos e expansão do turismo espacial, abrindo caminho para um mercado mais amplo no futuro.

O turismo espacial enfrenta uma crise de demanda e custos elevados. A Virgin Galactic e a Blue Origin interromperam voos de turismo, buscando reduzir preços e ampliar o público. Chineses passam a mirar o setor para competir.

Ron Rosano, turista espacial americano, viu planos adiados pela Blue Origin. Em 2023, ele voou em uma nave da Virgin Galactic e aguardava novos voos acima de 100 km. A suspensão da Blue Origin o deixou sem perspectiva de viagem imediata.

A Blue Origin anunciou a pausa dos voos de turismo em janeiro, prevista para durar pelo menos dois anos. A Virgin Galactic não opera desde junho de 2024, trabalhado na nova espaçonave Delta. Ambas buscam custo menor e escalabilidade.

Especialistas destacam que o mercado ainda é restrito e pouco previsível. A demanda é limitada, e tecnologias para ampliar a capacidade costumam exigir anos de desenvolvimento, sem garantia de retorno financeiro.

Até o momento, a Virgin Galactic planeja o primeiro voo de teste da Delta até o fim de 2026. A empresa não divulgou preços das passagens, mas costumava cobrar cerca de US$ 600 mil por assento.

A Blue Origin não comunicou preços abertamente; estimativas indicam entre US$ 1,5 milhão e US$ 2 milhões por passagem. A empresa já sinalizou foco em outros objetivos, como missões lunares.

Outras mudanças ocorrem no exterior. empresas chinesas anunciam planos para turismo espacial, com preços estimados entre US$ 430 mil e milhões de yuans. A entrada de novos players pode acelerar a competição.

O cenário pode se beneficiar se a SpaceX reduzir custos com o Starship, apresentado como promessa de acesso mais amplo ao espaço. Especialistas veem o turismo espacial como etapa inicial para viabilizar usos comerciais mais amplos.

A crise atual não encerra o tema, dizem analistas. O setor ainda depende de avanços tecnológicos e de novos modelos de negócios que tornem o turismo espacial financeiramente sustentável.

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