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Quase 500 mil clientes da Lloyds tiveram dados expostos por falha de TI

Erro de software expôs dados pessoais de quase meio milhão de clientes da Lloyds, incluindo pagamentos, dados de conta e números de seguro nacional

Lloyds blamed the glitch on a software defect introduced during an IT update to its Lloyds, Halifax and Bank of Scotland mobile banking apps.
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  • Quase 500 mil clientes da Lloyds Banking Group tiveram dados pessoais expostos em uma falha de software durante atualização noturna.
  • Pilhas de informações visíveis incluíram pagamentos, detalhes de contas e números de seguro nacional, acessíveis a outros usuários por curto intervalo de tempo.
  • Até 447.936 clientes poderiam ver informações privadas de outros usuários; cerca de 114.182 chegaram a abrir transações com dados sensíveis.
  • A Lloyds informou à Financial Conduct Authority na manhã de 12 de março e notificou o Information Commissioner’s Office dentro do prazo de 72 horas.
  • A instituição já pagou 139 mil libras em compensação para 3.625 clientes; não houve relatos de perdas financeiras até o momento.

O Lloyds Banking Group revelou que dados pessoais de quase 500 mil clientes ficaram expostos devido a uma falha de software em atualização de suas apps de banco móvel Lloyds, Halifax e Bank of Scotland. A falha ocorreu da noite de 11 para 12 de março e permitiu que pagamentos, detalhes de contas e números de seguro nacional ficassem visíveis para outros usuários.

Segundo a carta enviada pela instituição aos MPs da Treasury Select Committee e tornada pública, a exposição ocorreu apenas se o usuário estivesse olhando o aplicativo em frações de segundo perto de outra tela. Ainda há relatos de cerca de 114 mil casos em que usuários acessaram informações de terceiros ao visualizar transações.

A Lloyds informou que a falha pode ter atingido mesmo não clientes da instituição, já que alguns dados de transação ficaram expostos. A empresa comunicou às autoridades regulatórias no dia 12 de março e notificou a Information Commissioner’s Office dentro do prazo de 72 horas.

Ocorrência e respostas iniciais

Jasjyot Singh, chefe de relações com consumidores da Lloyds, pediu a usuários que possam ter feito capturas de tela ou compartilhado informações de outros clientes que apaguem esse material. A empresa afirmou não haver evidência de uso indevido até o momento, conforme monitoramento de fraude e cibersegurança.

Até o momento, a Lloyds indenizou 3.625 clientes em 139 mil libras por transtornos, sem registrar perdas financeiras diretas decorrentes da falha. A instituição continua analisando o ocorrido e pretende atualizar seus processos com lições aprendidas.

Contexto setorial e impactos

A ocorrência acontece quando o setor bancário britânico acelera a migração para serviços digitais e reduz a presença de agências. Bancos tradicionais competem com challengers digitais e braços britânicos de grupos estrangeiros, em meio a quedas de agências registradas pela última década.

Meg Hillier, presidente da Treasury committee, destacou que a prática moderna de usar o celular para diversas transações expõe consumidores a riscos de erro tecnológico, ressaltando a necessidade de transparência sobre as limitações da digitalização.

A Lloyds adiantou que trará atualizações sobre os desdobramentos do incidente, com novas informações previstas para abril e setembro. A instituição afirmou manter o foco na conclusão de análises e na proteção aos clientes.

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