- Allan Leighton, presidente executivo da Asda, pediu ao governo que “comece a fazer coisa” para apoiar agricultores e reduzir custos de combustível, afirmando que há possibilidade de aumento dos preços dos alimentos por causa do conflito no Médio Oriente.
- A empresa aponta que fornecedores já enfrentam pressão com custos de fertilizantes, energia e combustível, e aponta risco de inflação com aumentos de custo variáveis entre produtos.
- Leighton citou possíveis “faltas temporárias” de combustível, em meio a restrições de suprimento por conta do conflito; o preço médio da gasolina sem chumbo nos postos do Reino Unido subiu para 150 pence por litro.
- A Asda registrou lucro líquido Caindo um terço no último ano, para £764 milhões, com vendas não‑alimentares caindo 3,3% para £21 bilhões; a dívida líquida caiu £500 milhões, para £3,1 bilhões.
- A empresa diz estar em recuperação gradual, com o comércio online ainda andando lento, planos para melhorar o site nos próximos três a quatro meses e expectativa de voltar ao lucro.
Allan Leighton, presidente executivo da Asda, pediu ao governo que atue para apoiar agricultores e reduzir custos com energia, diante de ajustes previstos nos preços de alimentos por causa do conflito no Oriente Médio. A advertência acompanha a queda de lucros da rede britânica.
A Asda divulgou que o lucro recorrente do grupo caiu cerca de um terço, para 764 milhões de libras, no último exercício. As vendas, sem considerar combustível, recuaram 3,3% para 21 bilhões de libras. A empresa atribui parte da pressão aos custos com fertilizantes, energia e combustíveis.
Leighton afirmou que a cadeia de suprimentos tem recebido “poucas solicitações” de aumentos de custo por parte de fornecedores até o momento, mas alertou para impactos inflacionários decorrentes do conflito. O executivo citou volatilidade nos reajustes por produto.
O executivo também sinalizou riscos de rupturas temporárias no abastecimento de combustível, influenciadas pelo cenário geopolítico. Ainda assim, o setor de roupas e itens para casa da Asda, sob a marca George, não enfrentou paralisações, apenas aumento nos custos de transporte.
A empresa informou que, após resolver problemas de TI ligados à mudança de serviços do antigo operador Walmart, houve a primeira queda de estoque em quase dois anos, com leve recuperação de vendas no início de março.
Leighton também comentou o panorama estratégico. A Asda manteve o objetivo de transformar a operação e prevê recuperação de lucro em curto prazo, com melhoria gradual no site de compras e na relação com clientes.
Sobre a situação financeira, o grupo destacou que a dívida líquida recuou para 3,1 bilhões de libras, com caixa de 1,3 bilhão no fechamento do exercício, fortalecendo a margem de manobra para ações de preço e investimento.
Analistas veem o movimento como sinal de estabilidade após anos de desafios. Clive Black, da Shore Capital, considerou a retomada de vendas positiva e disse que a Asda tende a ficar mais estável neste ano, reduzindo impactos no setor.
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