- O lucro líquido do quarto trimestre caiu 38%, para 9,3 bilhões de yuans, e a receita recuou cerca de 14%, para 237,7 bilhões de yuans, ambos abaixo das expectativas.
- A BYD enfrentou concorrência acirrada na China e maior pressão regulatória, pressionando o ritmo de crescimento da maior fabricante de veículos elétricos.
- Foi a primeira queda annual de lucro em quatro anos e o menor crescimento de receita em seis.
- A empresa intensifica o foco externo, mirando venda de 1,3 milhão de carros fora da China em 2026, após perder liderança doméstica para Geely nos dois primeiros meses de 2026.
- As ações acumularam ganhos em março, impulsionadas pela alta do petróleo e pela aposta em novas tecnologias, como baterias blade e recarga ultrarrápida, com visão de crescimento via exportações.
A BYD informou queda de lucro maior do que a prevista, diante da concorrência acirrada na China e de maior pressão regulatória. O lucro líquido do quarto trimestre caiu 38%, para 9,3 bilhões de yuans (US$ 1,3 bilhão). A receita recuou cerca de 14%, para 237,7 bilhões de yuans.
Os resultados ficaram abaixo das estimativas médias de analistas compiladas pela Bloomberg. A empresa encerrou o ano com a primeira queda anual de lucro em quatro anos e o menor crescimento de receita em seis, conforme dados publicados nesta sexta-feira.
A pressão de rivais locais, como a Xiaomi, elevou o ritmo de lançamentos de tecnologia automotiva, dificultando o avanço da BYD mesmo com entregas acima das de rivais. Descontos agressivos contribuíram para ampliar as vendas domésticas, mas pressionaram a margem.
Desempenho financeiro e concorrência
A BYD enfrenta dificuldade adicional da desaceleração das vendas no mercado doméstico, que levou a BYD a reduzir o ímpeto de crescimento interno. A empresa também perdeu a liderança de volume para Geely Automobile Holdings nos dois primeiros meses de 2026.
No exterior, a montadora aposta em mercados fora da China, onde as margens costumam ser maiores. A companhia planeja vender 1,3 milhão de veículos fora da China neste ano, com exportações mantendo-se firmes em 2026.
A estratégia externa envolve investimentos em fábricas no exterior para contornar tarifas e barreiras comerciais, ainda que esse movimento envolva alto custo e riscos. Analistas destacam a necessidade de equilíbrio entre inovação e expansão internacional.
A recuperação pode depender de avanços em infraestrutura de recarga e da capacidade de oferecer tecnologia competitiva sem elevar o custo. Analistas da Bloomberg destacam que o petróleo em alta tem influência positiva sobre as perspectivas de venda de elétricos.
Perspectivas e estratégia
Nos últimos meses, a BYD tem priorizado baterias de maior eficiência para sustentar o diferencial tecnológico. A empresa lançou a geração das baterias blade e uma arquitetura de recarga ultrarrápida, com gancho para melhoria de tempo de carregamento.
Apesar dos obstáculos, as ações da BYD mostraram recuperação em março, refletindo o cenário de alta nos preços do petróleo e expectativas de recuperação das exportações. O desempenho diverge entre mercados doméstico e externo.
As informações são baseadas nos resultados anuais divulgados pela empresa, com colaboração de fontes como a Bloomberg. A BYD não reporta números apenas para o quarto trimestre sem considerar as demais áreas do grupo.
Entre na conversa da comunidade