- Lloyds Banking Group enfrenta ação coletiva de cerca de 30 mil clientes de financiamento de automóveis, com uma reclamação omnibus no valor de £66 milhões, apresentada pela Courmacs Legal.
- Os clientes alegam ter sido prejudicados por contratos de financiamento de veículos operados pela Blackhorse, braço de crédito automotivo do Lloyds, num contexto de escândalo de comissões entre bancos e concessionárias.
- O grupo pretende optar pelo rompimento com o esquema de reparação da FCA, estimado em £11 bilhões, ainda que os detalhes finais sejam divulgados em breve, temendo que o programa beneficie os credores.
- Juristas afirmam que o valor médio por reclamação sob o esquema da FCA pode ficar em torno de £700, bem abaixo dos £1.500 apontados por grupos de defesa dos consumidores, o que seria prejudicial aos clientes.
- A ação ocorre em meio a uma possível expansão de ações omnibus contra outros credores do setor, enquanto uma decisão de um recurso em curso pode impactar a movimentação das ações de grupo.
Lloyds Banking Group enfrenta uma batalha judicial de £66 milhões com 30 mil clientes de empréstimos de carro. A firma de advocacia Courmacs Legal planeja entrar com uma reclamação omnibus em defesa dos mutuários contra o braço de financiamento automotivo do Lloyds, Blackhorse. A ação ocorre nas próximas semanas e questiona danos financeiros pelos contratos de crédito.
Os clientes alegam cobrança excessiva decorrente de comissões entre bancos e concessionárias. O caso omnibus pode levar os consumidores a abrir mão, de forma prévia, dos direitos ao esquema de Ressarcimento da FCA, estimado em £11 bilhões, antes que os detalhes finais sejam fixados.
O processo ocorre em meio a críticas de que o esquema pode favorecer bancos e financiadores especializados, que teriam influenciado regulações. A FCA tem sido pressionada a tornar a indenização mais rápida e proporcional, com médias reportadas de £700 por reclamação, bem aquém dos £1.500 apontados por grupos de defesa.
Contexto financeiro e desdobramentos
Courmacs cobra cerca de 28% de sucesso sobre eventuais pagamentos. A ação é vista como possível marco inicial para ações similares contra outros financiadores do setor automotivo. Há possibilidade de recursos judiciais atrasarem, ainda que a firma não preveja atrasos para as próprias ações.
Lloyds não comentou o caso. O regulador FCA indicou que o desenho de um esquema de ressarcimento pode beneficiar consumidores, desde que haja equilíbrio com as necessidades do mercado. A Corte de Apelação, com Lloyds entre as partes, analisa se ações coletivas podem seguir adiante, com audiência prevista para abril.
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