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Idosos australianos em perigo com crise de combustível que afeta cuidadores

Crise de combustível coloca em risco visitas domiciliares de idosos, com trabalhadores deslocando-se longas distâncias e risco de cortes de empregos

A union is calling for government-funded fuel vouchers for home care workers, who could be left out of pocket $160 a week due to rising petrol prices.
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  • Trabalhadores de cuidados, técnicos e motoristas de transporte enfrentam custos de combustível elevados, com sindicatos pedindo auxílio do governo, incluindo vouchers de combustível ou programa similar ao JobKeeper.
  • União dos Trabalhadores de Serviços Domésticos (UWU) alerta que idosos estão em “perigo imediato” devido à possibilidade de visitas de cuidados domiciliares ficarem restritas pela alta de combustível; pesquisa com 540 cuidadores mostra média de 260 km semanais e prejuízo de até 160 dólares por semana.
  • Agricultores e construtoras também sofrem: falta de diesel e fertilizantes preocupa a produção, com pedido para o governo buscar alternativas de abastecimento e apoio financeiro.
  • Associação Master Builders projeta baixa na construção de novas casas, com previsão de 995.894 unidades nos cinco anos do Acordo Nacional de Habitação, impactando empregos e prazos; há apelo por maior flexibilidade contratual.
  • Setor de gestão de resíduos também cobra prioridade no acesso a gasolina e apoio financeiro para manter empresas estáveis e evitar demissões, possível criação de programa similar ao JobKeeper caso os custos continuem subindo.

O aumento dos preços de combustível preocupa trabalhadores de cuidado a idosos, construção, transporte e manejo de resíduos na Austrália. Unidades sindicais e associações setoriais pedem intervenção do governo para evitar demissões ou cortes de serviços, especialmente para quem atende pessoas vulneráveis.

A United Workers Union (UWU) informou que trabalhadores de assistência domiciliar, que costumam usar carro próprio para visitar clientes, veem o custo de deslocamento aumentar sem compensação. A entidade aponta risco imediato para idosos devido a visitas não realizadas ou limitadas.

Segundo a UWU, uma pesquisa com 540 profissionais de cuidado domiciliar revelou que cada um percorre, em média, 260 km semanais. As perdas potenciais chegariam a 160 dólares semanais por trabalhador, o que pode reduzir serviços ou levar à saída do setor.

Pedido de ações governamentais

Autora da demanda, a UWU defende vouchers de combustível financiados pelo governo para manter o cuidado domiciliar. Catalina Gonzalez, diretora de aged care da UWU, reforça que a falta de combustível compromete medicamentos, refeições, higiene e monitoramento.

O setor agrícola também não fica ileso. A Federação Nacional dos Agricultores disse que diesel e fertilizantes mais caros afetam a produção, com o presidente Hamish McIntyre pedindo cooperação governamental para assegurar fertilizante, independentemente da origem.

Impactos na construção e gestão de resíduos

A indústria da construção teme retração de projetos diante de custos elevados. Em avaliação, o setor aponta possíveis demissões de aprendizes ou adiamento de contratações, com contratos de preço fixo limitando repasses de aumento de custo aos clientes.

Denita Wawn, CEO da Master Builders, prevê redução de lançamentos de moradias nos próximos anos e cobra flexibilidade de governos e clientes privados para manter empregos, inclusive de aprendizes. A entidade estima 995.894 novas casas nos cinco anos do Acordo Nacional de Habitação, menos que a projeção anterior.

A gestão de resíduos também sinaliza preocupação com o repasse de custos. Gayle Sloan, da Waste Management and Resource Recovery Association, defende manter as operações estáveis e considerar um programa similar ao de apoio a empregos caso a crise persista, para evitar demissões em massa após o fim da turbulência.

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