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Ticketmaster aumenta outras taxas após crackdown nos EUA sobre cobranças ocultas

Documentos mostram que, após eliminar a taxa de processamento, Ticketmaster aumentou outras tarifas em várias arenas para compensar a perda de receita com a regra de preços all-in

Experts said rolling an illegal fee into another charge could violate FTC rules on fee misrepresentation.
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  • Documentos obtidos pelo Guardian mostram que, mesmo eliminando a taxa de processamento de pedidos, a Ticketmaster aumentou outras tarifas em vários locais para compensar a perda de receita.
  • Em Findlay Toyota Center, no Arizona, o centro removou a taxa de processamento de US$ 6 e elevou a taxa de serviço em US$ 2 por ingresso.
  • Os acordos com 26 venues públicos nos EUA indicam que quase todos os contratos descrevem a taxa de processamento antiga e mostram ajustes em outras tarifas para cumprir o preço all-in.
  • Especialistas afirmam que repassar a taxa ilegal em outra cobrança pode violar a regra da Federal Trade Commission (FTC) contra cobrança enganosa, que entrou em vigor em maio do ano passado.
  • A Ticketmaster disse que, desde maio de 2025, os valores são exibidos de forma integral e há explicações de tarifas durante a compra, enquanto o caso antitruste envolvendo a Live Nation continua em andamento.

Ticketmaster reajustou outras tarifas após investigação e regulamentação sobre taxas ocultas nos EUA. Documentos obtidos pelo Guardian mostram que a empresa elevou diferentes encargos em vários locais para compensar a perda de receita causada pela nova regra.

A prática ocorreu mesmo após a empresa eliminar a taxa de processamento de pedidos em cadeia de lojas e locais, em conformidade com as regras de transparência. Os documentos revelam que, para compensar a queda, a empresa elevou tarifas de serviço e outras cobranças em contratos com espaços de eventos.

Provas e impactos em venues

Entre os 26 espaços públicos de diferentes estados, constam acordos com arenas como Rose Bowl (Pasadena) e Alamodome (San Antonio). Em Findlay Toyota Center, no Arizona, a casa eliminou a taxa de processamento de pedidos de US$ 6, mas aumentou a tarifa de serviço por ingresso em US$ 2.

A maioria dos contratos anteriores previa a taxa de processamento, agora proibida, mas as conversas mostram ajustes para manter a receita total. Em pelo menos oito espaços, houve aumento de outras cobranças após a adoção do modelo de preço all-in.

Regulamentação e dúvidas jurídicas

Ex-reguladores indicaram que incorporar taxas ilegais a outros encargos pode violar a regra da FTC sobre enganos na apresentação de preços. Especialistas destacam que o simples fim da taxa de processamento pode não bastar para cumprir a legislação.

A Ticketmaster não respondeu a perguntas detalhadas sobre como ajustou preços após as mudanças legais, incluindo o número exato de locais que elevaram tarifas. A empresa afirmou que, desde maio de 2025, o preço total aparece de forma clara no site.

Contexto regulatório e posição de mercado

O governo federal intensificou o combate a “junk fees” a partir de 2022, buscando tornar o preço total visível desde o início da compra. Em resposta, live Nation Entertainment, dona da Ticketmaster, chegou a defender a aplicação de preços all-in e a discutir reformas com o Congresso.

O debate envolve ainda a prática de contratos exclusivos com venues, assunto central em ações antitruste contra a Live Nation. O DoJ fechou acordo recente com a empresa, gerando críticas de estados que preferem manter litígio em curso.

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