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Reeves é instada a elevar impostos sobre empresas lucrando com guerra no Irã

ONGs e sindicatos pedem aumento de impostos sobre lucros extraordinários de bancos, energia e defesa ligados ao conflito no Irã para financiar ajuda emergencial no Reino Unido

Reeves has signalled the government stands ready to provide targeted help for households facing a surge in energy prices.
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  • Organizações beneficentes, sindicatos e campanhas pedem que lucros extraordinários relacionados ao conflito no Irã sejam taxados de forma mais ampla, atingindo bancos, defesa, energia e outros setores, para financiar apoio emergencial.
  • Em carta aberta a Keir Starmer e Rachel Reeves, o grupo defende aumentar a taxação de “lucros excedentes” e reservar receita para custear o custo de vida e fortalecer a resiliência econômica.
  • Proposta aponta manter a atual taxa de lucros da indústria de petróleo e gás no Mar do Norte (Energy Profits Levy, vigente até 2030) e criar novas cobranças para outros setores.
  • O governo já sinaliza ajuda direcionada a famílias e diz que a CMA irá monitorar e coibir aumentos de preço indevidos, buscando evitar exploração de preços.
  • A pressão ocorre antes das eleições locais de maio, com signatários como Greenpeace UK, Tax Justice UK e National Education Union defendendo ações fiscais mais firmes.

O grupo de organizações beneficentes, campanhas e sindicatos pediu ao Ministério da Fazenda que aumente impostos sobre lucros extraordinários vinculados à guerra entre EUA, Israel e Irã. A ideia é financiar apoio de custo de vida para as famílias no Reino Unido.

Em uma carta aberta dirigida a Keir Starmer e a Rachel Reeves, as entidades defendem ampliar a taxação de lucros acima do normal em setores como energia, bancos, commodities agrícolas, defesa e tecnologia. A medida visa arrecadar bilhões para emergências e resiliência econômica.

Segundo o grupo, a arrecadação adicional poderia financiar apoio imediato a famílias e investimentos para reduzir vulnerabilidade a choques energéticos. O recado é de que a crise atual exige reformas amplas da cobrança de tributos.

Reeves sinalizou que o governo pode oferecer ajuda direcionada a famílias afetadas pelo aumento de preços, já com a escalada de custos desde o início do conflito no Oriente Médio. Ela ressaltou o compromisso com medidas que contenham abusos de preço.

A exortação ocorre em meio à pressão política para evitar ganhos indevidos por parte de empresas durante a crise. A autoridade de concorrência foi alertada para combater abusos de preços e práticas exploratórias.

A Lei de Proveitos de Gás e petróleo do Mar do Norte já institui uma taxação de lucros extraordinários até 2030. Contudo, Reeves planejava afrouxar esse regime antes do ataque ao Irã, em 28 de fevereiro.

O grupo que assinou a carta inclui a organização Mainstream, com apoio já reunido desde o fim do ano passado para reorientar a atuação do Partido Trabalhista. A pressão também vem de figuras como Richard Walker, integrante do Senado e presidente de rede de supermercados.

Faiza Shaheen, diretora da Tax Justice UK, coordena o manifesto. Em entrevista, ela afirmou que a resposta precisa ser rápida para evitar que custos recaíam novamente sobre os trabalhadores, apontando cobranças de aluguel e energia como áreas sensíveis.

Um porta-voz do Tesouro confirmou que já existem impostos setoriais sobre bancos e energia e reforçou o combate a abusos de preços. A nota acrescentou a criação de uma ferramenta de comparação de preços de combustível para consumidores.

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