- Ação coletiva acusa a Nvidia de ocultar quanto da receita de GPUs de jogo veio de mineradores de criptomoedas, especialmente em 2018.
- O caso envolve a explosão de receita no período fiscal de 2018, quando houve alta significativa, atribuída por reclamantes a mineradores, não a jogadores.
- Em maio de 2022, a Nvidia fechou uma ação regulatória da SEC com acordo de 5,5 milhões de dólares por falhas na divulgação sobre impacto da mineração de criptomoedas na receita de GPUs.
- A disputa depende do padrão PSLRA de alegações; os autores argumentam que evidências internas demonstram conhecimento suficiente para sustentar a ação, mesmo sem documentos diretos do CEO.
- O Supremo Tribunal está avaliando o acórdão que permitiu o andamento do processo, o que pode ampliar o risco de litígios para empresas com receita relacionada a cripto, caso se mantenha o padrão atual.
Ação coletiva acompanha Nvidia por omitir quanto da receita de GPUs de gaming veio de mineradores de criptomoedas. Processo envolve o exercício fiscal de 2018, quando as receitas cresceram 52% trimestralmente e 25% ante o ano anterior. Alegações dizem que a empresa ocultou a influência da demanda de Ethereum.
Os demandantes afirmam que a Nvidia não informou que a demanda de mineração era o motor por trás dos números, e não apenas o interesse de jogadores. A disputa questiona se executivos sabiam das tendências de mineração ao traçar as projeções de venda.
O caso ganhou reforço estratégico com a Suprema Corte dos EUA, que analisa a decisão do 9º Circuito que permite o andamento da ação. A avaliação pode redefinir padrões de apresentação de ações envolvendo receitas ligadas a cripto.
A tensão transcende a Nvidia. Como fornecedora-chave de infraestrutura para mineração, mudanças na avaliação de disclosure podem afetar investidores em toda a cadeia de suprimentos de GPUs.
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Detalhes do acordo e marco legal
Em maio de 2022, a Nvidia acertou uma ação paralela regulatória da SEC em 5,5 milhões de dólares, após constatarem falhas na divulgação do impacto da mineração de cripto sobre a receita de jogos em 2018. A SEC apontou falhas relevantes.
A peça central envolve os padrões de PSLRA; os autores não têm documentos internos que comprovem o conhecimento exato do CEO sobre a parcela de receita ligada à mineração, mas sustentam que registros de tendências internas seriam suficientes para avançar.
Caso a Suprema Corte decida afrouxar o patamar de PSLRA, o risco de litígios para empresas com receitas significativas de cripto aumentaria, afetando fabricantes de hardware e companhias relacionadas.
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Impacto no ecossistema de mineração de GPU
A Nvidia detém participação dominante na linha de GPUs usadas em mineração de prova de trabalho. Empresas de mineração, públicas ou estatais, dependem de preços e disponibilidade da Nvidia como insumo principal.
Incertezas jurídicas sobre a disclosure podem alterar decisões de compra de GPUs e avaliações de risco por parte de investidores. Caso o tribunal mantenha o 9º Circuito, disputa pode avançar para fases de descoberta, abrindo acesso a comunicações internas.
Mercados de ações de mineração, como Bitmine, podem sentir esse efeito indireto, com a percepção de dependência de Nvidia moldando avaliações de exposição ao cripto hardware.
A Ethereum já migrou para proof of stake em 2022, eliminando a mineração com GPUs como motor de demanda. Ainda assim, o tema da divulgação de fontes de receita permanece relevante para a regulação de empresas de tecnologia.
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