- O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou que a pasta não é responsável por fechar as contas públicas nem pelo rombo da Previdência, que chegou a 320 bilhões de reais em 2025.
- O rombo previdenciário subiu 7 bilhões em relação a 2024, com gastos obrigatórios maiores para aposentadorias e pensões.
- Em evento em São Paulo, Queiroz disse que a Previdência e o INSS não devem ser responsabilizados pelo desequilíbrio fiscal do país.
- O ministro enfatizou a missão de ampliar a cobertura social e atrair novos contribuintes, destacando a necessidade de tornar a Previdência mais atrativa no mercado de trabalho.
- Sobre novas reformas, o Executivo indica prioridade a inclusão previdenciária, combate a fraudes e aumento da arrecadação, mantendo a rejeição a mudanças duras como elevar a idade mínima ou reduzir benefícios; o reajuste do salário mínimo pode pressionar ainda mais as contas.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou que a área não tem a função de fechar as contas públicas no azul e rejeitou ser responsabilizado pelo rombo da Previdência, que chegou a 320 bilhões de reais em 2025, segundo o Tesouro Nacional. A declaração ocorreu em São Paulo, durante evento público nesta quarta-feira (25), em meio ao déficit crescente do setor.
Queiroz pediu que a Previdência e o INSS não sejam vistos como culpados pelo desequilíbrio fiscal. Em discurso a representantes de diferentes países, o ministro disse que não cabe transferir toda a responsabilidade para a sua pasta e reforçou a necessidade de ampliar a cobertura social.
O rombo previdenciário teve avanço de 7 bilhões de reais em comparação com 2024. O aporte governamental aos servidores superou 62 bilhões e, aos benefícios de militares, mais de 53 bilhões, pressionando o orçamento público.
Ele também enfatizou a missão de ampliar a participação de mais pessoas no sistema de proteção social, destacando a busca por um modelo mais inclusivo diante de mudanças no mercado de trabalho. O ministro afirmou que a Previdência deve tornar-se mais atrativa para o novo perfil do trabalhador.
Após a fala, Queiroz dialogou com jornalistas sobre a imagem do sistema. Segundo ele, melhorar a percepção pública é parte do desafio para ampliar adesões, citando resistências de trabalhadores diante de um sistema ligado a fraude, filas e déficit.
A tendência de piora das contas para este ano é associada à política de valorização do salário mínimo implementada pelo governo Lula. Como os benefícios são indexados ao mínimo, cada reajuste aumenta os gastos em dezenas de bilhões de reais, segundo estimativas oficiais.
Contexto fiscal e reformas
Economistas discutem ajustes adicionais na Previdência, embora não haja proposta formal em tramitação. A reforma de 2019 desacelerou o gasto, mas não estabilizou a dívida pública a longo prazo. A ideia é manter medidas de inclusão, combate a fraudes e maior arrecadação, sem mudanças abruptas como idade mínima ou redução de benefícios.
No governo atual, a posição oficial é de evitar uma nova reforma estrutural no momento, priorizando políticas de inclusão previdenciária e medidas fiscais de curto prazo para reduzir fraudes e ampliar a arrecadação.
Entre na conversa da comunidade