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Mercados dos EUA registram recuo desde início da guerra EUA-Israel com o Irã

Dow encerra com queda de 450 pontos; Nasdaq em território de correção e S&P recua 1,7%, com petróleo em alta e inflação global pressionada

A man pumps gas at an Exxon station in Washington DC on 5 March 2026.
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  • O Dow fechou em baixa de 450 pontos, o S&P 500 caiu 1,7% e o Nasdaq recuou 2,3%, entrando em território de correção.
  • Foi a maior queda de mercado desde o início da guerra entre os EUA, Israel e o Irã, com o impacto no petróleo crescendo.
  • O preço do Brent ficou em torno de $107 por barril e o petróleo dos EUA em $93, enquanto a gasolina média nos EUA chegou a US$ 3,98 por galão.
  • O presidente Donald Trump afirmou que os preços do petróleo “não subiram tanto quanto eu esperava” e que o mercado deve recuar ao fim do conflito.
  • Após o fechamento, a Casa Branca estendeu por dez dias a pausa em ataques à infraestrutura de energia iraniana; a OCDE projetou inflação média de 4,2% nos EUA neste ano.

O pregão de Wall Street fechou com a maior queda desde o início do conflito entre EUA e Israel no Irã. O Dow caiu cerca de 450 pontos, o S&P 500 recuou 1,7% e o Nasdaq teve queda de 2,3%, entrando em território de correção. Os agentes do mercado avaliaram o impacto do conflito sobre a inflação e as commodities.

À medida que o conflito se intensifica, os preços do petróleo dispararam. Brent atingou aproximadamente 107 dólares por barril e o petróleo americano ficou em torno de 93 dólares. No varejo, o preço médio da gasolina nos EUA ficou em 3,98 dólares por galão, segundo fontes do setor.

Durante a sessão, o presidente Donald Trump disse que o impacto sobre o petróleo não foi tão grave quanto previa, e indicou que os contratos devem recuar quando o conflito terminar. Em momentos diferentes, ele também chamou negociadores iranianos para intensificar as conversas, em tom misto entre alerta e otimismo.

Implicações e sinais econômicos

O mercado avaliou ainda um relatório da OCDE que projeta inflação média de 4,2% nos EUA neste ano, frente a 2,6% em 2025. O quadro global deve manter pressões inflacionárias, influenciadas pela alta de preços de energia e de fertilizantes na região.

A OCDE aponta que o avanço da inflação deve elevar a média no grupo das 20 maiores economias, com impactos indiretos na cadeia de suprimentos. O estudo ressalta custos humanos e econômicos do conflito para os países diretamente envolvidos e para a economia global.

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