- A taxa nacional de fechamento de leilões ficou pouco abaixo de 57% na semana passada, a menor deste ano, com Sydney em 55%.
- O volume de imóveis em leilão previsto para a semana de 23 de março atingiu cerca de 4.163, o maior desde dezembro de 2021.
- Compradores perderam confiança devido a dois aumentos de juros e à alta de preços provocada pela guerra com o Irã.
- A taxa média de hipoteca subiu para cerca de 6%, reduzindo o valor que um mutuário típico pode tomar.
- O mercado de compradores de primeira casa tem recuado desde o início de fevereiro, com queda no interesse entre esse grupo.
O leilão imobiliário na Austrália registrou queda significativa: a taxa de aprovação de lances ficou em cerca de 57% nacionalmente na semana passada, menor nível deste ano. Em Sydney, o índice ficou em 55%. A queda reflete maior dificuldade dos compradores diante dos aumentos de juros e de pressões de preço na economia.
Dados da Cotality mostram que o indicador envolve imóveis que não foram vendidos em leilão e propriedades retiradas antes da visita pública. Entre janeiro e março, a redução foi a maior desde o período pandêmico, sinalizando mudança expressiva no mercado.
A visão de especialistas aponta que o movimento acompanha a elevação das taxas de financiamento e custos de tomada de crédito. A média de juros passou de cerca de 5,5% no início do ano para aproximadamente 6%.
Entre os fatores citados, o impacto de dois aumentos de juros recentes é citado por Pares do setor, bem como a pressão inflacionária associada a tensões envolvendo o Irã, que teria contribuído para altas de preços na economia.
Segundo Luke Bindley, diretor da Austin Buyers Agents, muitos imóveis estão sendo passados em leilão ou sequer chegam ao dia do evento. Ele afirma que, neste momento, apenas propriedades muito especiais valem a pena levar ao leilão.
No entanto, áreas periféricas de Sydney mantêm demanda relativamente maior, enquanto o mercado interno da cidade se mostra mais favorável a compradores. A situação complica a obtenção de novos empréstimos, elevando o peso financeiro para os interessados.
Estudos indicam que, com as taxas de juros mais altas, o público iniciante perdeu fôlego. Dados do Loan Market apontam queda de cerca de 25% no número de compradores de primeira casa entre fevereiro e março.
A perspectiva para o curto prazo inclui provável continuidade de ajustes no crédito. Bancos grandes estimam nova alta de juros na reunião de maio, com expectativas de mais movimentos até o fim do ano.
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