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Dólar sobe para R$ 5,25 com retorno de tensões no Oriente Médio

Riscos no Oriente Médio elevam a aversão ao risco; dólar fecha a R$ 5,256 e petróleo Brent atinge US$ 108,01, com atuação do BC e Ibovespa em queda

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  • O dólar comercial fechou vendido a R$ 5,256, alta de 0,69% com o dia de nervosismo ligado a tensões no Oriente Médio.
  • O Ibovespa caiu 1,45%, aos 182.732 pontos, abrindo espaço para cautela em ativos de risco.
  • A prévia da inflação oficial, o IPCA-15 de março, subiu 0,44% e ficou acima das estimativas do mercado.
  • O Brent subiu cerca de 5,7%, atingindo US$ 108,01 por barril, em meio a temores de interrupções no abastecimento global.
  • O Banco Central realizou leilões de linha vendendo dólares, injetações de US$ 1 bilhão, tentando conter a alta cambial sem sucesso até o momento.

O dólar comercial fechou a sexta-feira (26) em R$ 5,256, alta de 0,69% frente ao dia anterior. A cotação oscilou ao longo do pregão, abrindo a 5,26, chegando a 5,21 no meio e acelerando no fim.

O movimento reflete busca por proteção diante de tensões no Oriente Médio. Declarações conflitantes entre Estados Unidos e Irã aumentaram a incerteza sobre um possível cessar-fogo. O câmbio acumula 2,38% em março e registra queda de 4,24% em 2026.

O Banco Central atuou com leilões de linha, oferecendo US$ 1 bilhão para conter a alta, mas a pressão permaneceu. Na terça-feira (24), o BC já havia vendido US$ 1 bilhão em operação similar.

Mercado de ações

O Ibovespa caiu 1,45%, aos 182.732 pontos, interrompendo sequência de três altas. O movimento seguiu o QG de quedas em Nova York e maior cautela entre investidores.

O cenário inflacionário domestic ficou no radar: o IPCA-15 de março subiu 0,44%, acima das expectativas, pressionando as preocupações com a inflação.

Petróleo dispara

Os preços do petróleo subiram acentuadamente, com o Brent avançando cerca de 5,7% para US$ 108,01 o barril. O movimento reflete temores de interrupções no abastecimento global devido ao conflito na região.

O petróleo acumula ganhos expressivos no mês e no ano, alimentados pela escalada de tensões no Golfo Pérsico e pela incerteza sobre acordos entre as partes envolvidas. Reuters, credita a reportagem.

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