- A OCDE afirmou que o conflito no Oriente Médio fará o Reino Unido sofrer mais do que outras economias desenvolvidas, com inflação mais alta prevista.
- O crescimento do Reino Unido neste ano ficou estimado em 0,7%, abaixo da previsão de 1,2% para 2026 feita pela OCDE em dezembro.
- A queda é atribuída à fraqueza do mercado de trabalho, menor investimento das empresas e ao choque causado pela alta de preços de petróleo e gás.
- A OCDE destacou que o Reino Unido é dependente do comércio internacional e de importações de combustível, o que deve pressionar ainda mais a inflação e o crescimento em 2026.
- Enquanto o Reino Unido deve perder 0,5 ponto percentual de crescimento, a França, a Alemanha e a Itália devem registrar quedas menores, de cerca de 0,2 ponto percentual cada uma.
A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) afirmou que o conflito no Oriente Médio deverá impactar a economia do Reino Unido mais do que o de outras nações desenvolvidas. A instituição aponta inflação mais alta e crescimento menor este ano.
Segundo o relatório, a economia britânica deve crescer 0,7% em 2026, abaixo da previsão de 1,2% publicada em dezembro. A queda reflete enfraquecimento do mercado de trabalho e menor investimento empresarial no fim de 2025, além do choque causado pela alta nos preços de petróleo e gás.
A OECD destaca a dependência do Reino Unido do comércio internacional e da importação de combustível, que pressionam a inflação e reduzem o impulso de crescimento. Países como França, Alemanha e Itália teriam quedas menores, de cerca de 0,2 ponto percentual.
Impactos e cenários
O grupo internacional alerta que a evolução do conflito poderá testar a resiliência da economia global. Se a volatilidade nos preços de energia persistir, o custo para empresas e consumidores aumentará, afetando o crescimento.
Em relatório separado, a OECD sustenta que a economia dos EUA crescerá 2% em 2026, impulsionada por decisão da Suprema Corte que reduziu tarifas de importação e pela demanda por petróleo americano diante do conflito.
O relatório também aponta riscos de piora no panorama em 2027 caso haja interrupções contínuas de exportações do Oriente Médio ou menor retorno de investimento em IA.
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