- Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, afirmou em videoconferência em Miami que o país oferecerá segurança jurídica aos investidores, independentemente de mudanças políticas.
- Investidores presentes no fórum FII Priority em Miami mostraram ceticismo sobre as promessas e destacaram que mudanças estruturais e eleições parecem necessárias para restabelecer a confiança.
- Em meio à abertura econômica, há menções a serviços privados e infraestrutura independentes do governo, e alguns participantes sugerem que ainda há falta de apoio estatal para investimentos.
- O Departamento de Negócios dos Estados Unidos participou de reuniões com empresários norte-americanos, ressaltando o papel da iniciativa privada na reconstrução de uma Venezuela estável.
- Diversas perspectivas foram ouvidas entre investidores: alguns pedem eleições democráticas para sinalizar mudança real, enquanto outros enxergam oportunidades no setor de comércio, saúde e turismo, com ressalvas sobre o ambiente regulatório.
Delcy Rodríguez participa de fórum em Miami tentando atrair investidores para Venezuela. Em videoconferência, prometeu segurança jurídica para estrangeiros, independentemente de mudanças políticas, e citou reformas econômicas em andamento. O evento reúne empresários, fundos e investidores internacionais.
Investidores presentes trabalham com ceticismo. Entre eles, Darío Vilchez afirmou que não é possível investir hoje na Venezuela, com base em experiências anteriores. Outros participantes comentaram que o discurso de reformas ainda precisa se traduzir em ações concretas.
Atração de capitais ocorre em meio a tensões políticas. Rodriguez, que chegou ao poder após intervenção militar dos EUA contra Nicolás Maduro, ressaltou avanços anunciados para atrair empresas. Ela não pôde viajar aos EUA, aguardando autorização devido a sanções vigentes.
Ambiente de negócios e percepções
O fórum FII Priority, em Palm Beach, reuniu investidores de EUA e do Golfo para entender oportunidades ligadas ao PIF, fundo soberano da Arábia Saudita. Enquanto alguns veem potencial, muitos dizem exigir garantias de longo prazo e segurança jurídica.
Entre perguntas sobre eleições, Rodriguez disse que o ambiente de negócios deve oferecer previsibilidade jurídica, independentemente de mudanças políticas. A promessa visa diminuir a desconfiança de investidores em projetos no país.
Diante da abertura econômica anunciada, autoridades americanas reforçam participação. A representante dos Negócios dos EUA na Venezuela, Laura Dogu, indicou apoio ao crescimento de investimentos norte-americanos e o papel das empresas privadas na reconstrução de uma Venezuela estável.
Percepções internacionais
Exemplos variados marcaram o painel de investidores. Alguns destacaram preocupações com infraestrutura, segurança e corrupção, citando que mudanças políticas precisam ocorrer para aumentar a confiança. Outros mostraram mais otimismo, apontando setores de saúde, comércio e turismo como oportunidades.
Entre os falantes, destacados empresários italianos e outros estrangeiros expressaram cautela sobre o ritmo de reformas. Em paralelo, o exército de investimentos internacionais continua monitorando avanços legais e eleitorais antes de ampliar presença na economia venezuelana.
O contexto envolve ainda promessas de Maia Machado, líder opositora, na CERAWeek, destacando que segurança jurídica também depende de eleições justas e livres. Investidores observam se a promessa de reformas avançará sem retrocessos.
Observações finais
O cenário atual coloca Venezuela em cenário de abertura gradual, com vigilância externa sobre condições para negócios. Não há indicação de mudanças rápidas, mas o interesse internacional permanece, condicionando decisões de investimento a transformações políticas e institucionais verificáveis.
Entre na conversa da comunidade