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Austrália revisa para baixo previsões de crescimento com inflação global

OCDE alerta recuo do crescimento da Austrália para 1,3% em 2026 e inflação de até 4,9%, diante de choque de petróleo e guerra no Irã

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  • A OECD alertou que a economia global pode enfrentar um choque inflacionário mais agudo, com alta de preços de energia e impacto negativo no crescimento, incluindo para a Austrália.
  • A organização reduziu as previsões de crescimento da zona euro, do Reino Unido e da Coreia do Sul para este ano, mantendo maior vulnerabilidade a choques energéticos.
  • para a Austrália, o crescimento esperado caiu para 1,3% em 2026 e deverá ficar em cerca de 1,8% em 2027, com revisão em baixa de acordo com a guerra entre EUA e Israel e Irã.
  • A inflação pode chegar a 4,9% até junho, fechando o ano em aproximadamente 4,5%, ante previsões anteriores de 3,8% e 3,4%, respectivamente.
  • O preço do petróleo no fim de semana ficou em torno de $104 por barril, com riscos adicionais caso ocorram interrupções prolongadas na cadeia de suprimentos na região.

O relatório interino da OCDE aponta que a economia mundial pode enfrentar um novo pico inflacionário, impulsionado pela alta dos preços de energia. O ramo de petróleo permanece volátil, com consequências para países exportadores e importadores. A Ucrânia não é citada diretamente no documento, mas o conflito na região tem peso nas projeções.

A OCDE alerta que a guerra entre EUA, Israel e Irã pode testar a resiliência global e elevar o custo da energia, caso haja interrupções mais prolongadas do fornecimento. O organismo prevê inflação global em torno de 4% até 2026, com riscos de piora caso o fornecimento de petróleo siga instável.

Para a Austrália, as perspectivas de crescimento em 2026 e 2027 são revisadas para baixo. A economia australiana pode registrar expansão de 1,3% em 2026 e 1,8% em 2027, frente a estimativas anteriores. A revisão reflete maior pressão de preços de energia e de juros.

Impacto na Austrália

Analistas consultados pela imprensa local destacam que a alta do petróleo e o aumento das taxas de juros pesam sobre a atividade econômica. A OCDE também aponta que a energia, especialmente combustíveis, pode frear o crescimento, mesmo com exportadores ganhando com a elevação dos preços.

A estimativa de inflação na Austrália também sobe, com previsão de 4,9% em junho e 4,5% ao final do ano, ante 3,8% e 3,4% respectivamente em previsões anteriores. As projeções consideram que os preços de energia recuariam parcialmente na segunda metade do ano, sem surpresas de desabastecimento.

Economistas ressaltam que o cenário não implica estagflação nos moldes dos anos 70, mas deve manter pressão de preços no curto prazo. Mesmo com parte da recuperação econômica, o peso de custos como combustível e transporte tende a impactar a renda disponível.

Mesmo diante do choque, especialistas destacam que o consumo agregado encontra certa folga. A taxa de poupança permanece elevada e há amortecimento de dívidas, o que pode ajudar a atenuar o impacto imediato sobre famílias, embora o efeito seja sentido no dia a dia com preços mais altos.

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