- Lloyd Blankfein, ex-CEO do Goldman Sachs, diz que o acúmulo de ativos privados não vendidos sugere supervalorização nos balanços e pode provocar uma correção no mercado.
- Ele compara a situação a acumular material inflamável no chão da floresta, que pode pegar fogo se houver uma faísca.
- Blankfein fez os comentários durante entrevista à Bloomberg Television, com Francine Lacqua.
- O momento é de nervosismo nos mercados privados, com IA disruptiva e preocupações com fraudes afetando ativos não listados.
- Blankfein destaca a necessidade de um ajuste para revelar o valor real dos balanços.
O ex-CEO do Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, afirmou que o acúmulo de ativos privados não vendidos nos balanços pode indicar supervalorização e aumentar o risco de uma correção generalizada. A declaração foi feita à Bloomberg Television, em entrevista concedida a Francine Lacqua.
Blankfein explicou que, em algum momento, é preciso um ajuste que revele o valor real dos balanços, reduzindo discrepâncias entre ativos registrados e sua avaliação de mercado. A fala ocorre em um ambiente de nervosismo nos mercados privados, com impactos de tecnologia e relatos de fraudes.
Contexto atual
Segundo o ex-CEO, o acúmulo de risco em ativos não realizados pode atuar como material inflamável nos balances, elevando a possibilidade de faíscas que provoquem ajustes sistêmicos. A visão contrasta com avaliações que seguem apenas a trajetória de demanda por ativos privados.
A entrevista destaca o papel de mudanças tecnológicas e de fiscalização na percepção de risco, em meio a discussões sobre transparência nos balanços e proteção de investidores. Em meio a esse cenário, Blankfein reforçou a necessidade de avaliações mais realistas.
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