- Vélez disse que a Argentina parece atrativa para um eventual retorno, mas, hoje, o Nubank prioriza ampliar-se nos mercados em operação: Estados Unidos, Brasil, Colômbia e México.
- A fintech encerrou operações na Argentina após a crise econômica de 2019; investiu mais de US$ 470 milhões para abrir escritórios em Buenos Aires e em Washington, sem definir funções.
- Na Colômbia, a entrada ocorreu do zero com a solicitação de licença de financiamento comercial; houve barreiras regulatórias que dificultaram a entrada de novos players.
- Os Estados Unidos foram escolhidos por seu tamanho de mercado, maior estabilidade macroeconômica e por ter aberto licenças bancárias sob mudanças regulatórias promovidas pelo governo.
- O mercado europeu é visto como mais regulado; as prioridades atuais são EUA, Brasil, México e Colômbia, com planos de não relançar imediata Argentina.
O CEO do Nubank, David Vélez, afirmou em entrevista publicada na quarta-feira (25) que o mercado argentino lhe parece atraente para um eventual retorno. A fintech continua operando em Estados Unidos, Brasil, Colômbia e México, e encerrou atividades na Argentina após a crise econômica de 2019.
Segundo Vélez, a prioridade atual é expandir nos mercados onde a empresa já atua. A Argentina foi avaliada, mas a crise econômica do país levou à decisão de permanecer fora por ora, com possibilidade futura de retorno.
Situação atual da Argentina e próximos passos
O Nubank chegou à Argentina em junho de 2019, com um escritório em Buenos Aires e Rafael Soto como gerente geral, mas encerrou as operações pouco depois devido à instabilidade macroeconômica e ao ambiente regulatório. A empresa não planeja relançar o app no momento.
A agência EFE informou em janeiro que o Nubank investirá mais de US$ 470 milhões para abrir novos escritórios em Buenos Aires e em Washington. Ainda não há detalhamento sobre as funções desses centros.
Colômbia, EUA e barreiras regulatórias
Vélez afirmou que operar na Colômbia começou do zero, com a obtenção de uma licença de financiamento comercial. O executivo ressaltou entraves regulatórios que dificultam a entrada de novos participantes, em um setor historicamente fechado.
Após a entrada na Colômbia, a empresa decidiu focar, em seguida, no mercado americano. Nos Estados Unidos, o Nubank já obteve licença bancária e vê maior estabilidade macroeconômica e política em comparação com a América Latina.
Perspectivas internacionais
O CEO destacou que o tamanho do mercado americano, a concentração de atuação financeira e a base de consumidores hispânicos tornam o país estratégico. Vélez ressaltou ainda que o mercado europeu é mais regulado, com barreiras de entrada maiores, o que torna menos prioritária a presença imediata.
Para Vélez, a expansão nos Estados Unidos e a demanda na América Latina continuam como prioridades, com oportunidades de crescimento no Brasil, México e Colômbia. O horizonte inclui andares de médio prazo, dependendo de condições regulatórias e macroeconômicas.
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