- O think tank Verdant afirma que cortar desperdícios, fraudes e sonegação poderia economizar até £30 bilhões por ano para os contribuintes no Reino Unido.
- O grupo, lançado em meio a discussões sobre o futuro manifesto do Partido Verde, será co-liderado por James Meadway e Deborah Doane.
- A proposta defende substituir a abordagem ideológica de cortes complexos por ações para eliminar evasão fiscal, desperdício e abusos em compras públicas.
- Sugere ainda criar um “chief savings officer” para identificar economias, abrir licitações para itens de defesa e dar poderes à Agência Nacional de Auditoria (NAO) para interromper projetos com desperdício excessivo.
- Entre as medidas, o Verdant recomenda eliminar subsídios a petróleo e gás, estimados em £3,6 bilhões por ano, e investir em serviços públicos de maior qualidade.
A Verdant, novo think tank ambiental, afirma que os contribuintes britânicos poderiam economizar até 30 bilhões de libras por ano ao eliminar desperdícios, fraudes e evasão fiscal. A estimativa aparece no primeiro relatório do grupo, lançado em meio ao interesse sobre o eventual manifesto verde de Zack Polanski.
A instituição é co-liderada por James Meadway, ex-assessor do ex-secretário da oposição trabalhista John McDonnell, e pela ativista Deborah Doane. O estudo sustenta que cortar gastos improdutivos seria mais eficaz do que abordagens ideológicas para reduzir o peso do orçamento público.
A Verdant aponta que as economias seriam obtidas por meio de combate firme a fraudes, melhoria na cobrança de impostos e maior concorrência em licitações. O texto também defende maior supervisão do gasto público pela rede pública, sem depender apenas de negociações com o Tesouro.
Proposta de governança e mecanismos
O relatório sugere criar um cargo de economias, inspirado em práticas de gestão pública em cidades como Nova York, para identificar desperdícios e fraudes. A ideia é nomear um responsável dedicado a reduzir custos desnecessários no governo.
Também propõe que a controladoria interna do governo tenha poder para interromper projetos com overspend elevado. Além disso, defende abrir compras governamentais a competição mais ampla para tornar processos mais transparentes.
Estrutura de fiscalização e contratação
Segundo Verdant, o Escritório Nacional de Auditoria (NAO) poderia ganhar autonomia para frear gastos excessivos. A publicação sustenta que uma consultoria interna, similar ao Serviço de Gestão Digital do governo, poderia assumir parte de projetos atualmente terceirizados.
O grupo afirma que as economias previstas derivam de estimativas independentes sobre perdas com fraudes, desperdícios, evasão e falta de competição em compras públicas. A avaliação inclui também benefícios de reduzir incentivos fiscais a produtores de petróleo e gás.
Contexto político e próximos passos
Polanski, líder dos Greens na Inglaterra e no País de Gales, tem lançado propostas econômicas ambiciosas, como controles de aluguel e imposto sobre riqueza. Em discurso recente, ele indicou que um governo verde priorizaria serviços públicos e proteção aos consumidores, inclusive contra aumentos de energia.
A Verdant afirma que suas ideias podem ser adotadas por qualquer partido, mas busca influenciar o manifesto dos Greens em meio a pesquisas que mostram vantagem relativa em relação ao Labour. O foco permanece em tornar o gasto público mais eficiente sem comprometer serviços.
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