- SWIFT está desenvolvendo uma infraestrutura de pagamentos transfronteiriços com blockchain, envolvendo mais de quarenta bancos e previsão de MVP no primeiro semestre de 2026; a integração com Thunes coloca o XRP como ativo de liquidez opcional dentro da rede.
- Mais de 11 mil bancos podem acessar os produtos de liquidez da Ripple por meio da conectividade da Thunes dentro da rede SWIFT, com o XRP atuando como ativo de ponte de forma opcional, não obrigatória.
- A migração para o ISO 20022 foi concluída em novembro de 2025, com testes bem-sucedidos envolvendo USDC, depósitos tokenizados e títulos tokenizados; em janeiro de 2026, bancos como BNP Paribas Securities Services, Intesa Sanpaolo e Societe Generale FORGE realizaram teste com títulos tokenizados.
- O movimento muda o debate sobre liquidação transfronteiriça: não é mais se bancos usarão blockchain, mas qual ativo digital será a liquidez subjacente, com XRP concorrendo ao espaço, porém sem garantia de uso.
- Outros elementos do ecossistema, como stablecoins e interoperabilidade com Chainlink, sinalizam um ambiente de liquidação multiação, com decisões de infraestrutura em curso e impactos potenciais sobre o uso de XRP.
O SWIFT está desenvolvendo uma infraestrutura de pagamentos transfronteiriços baseada em blockchain com mais de 40 bancos globais, com previsão de operação inicial até o meio de 2026. O objetivo é facilitar liquidez com XRP como ativo-ponte, opcional, dentro da rede.
A integração ocorre por meio da Thunes, empresa de pagamentos já conectada à rede da SWIFT. A ligação também alcança os produtos de pagamento da Ripple, abrindo o uso do XRP para liquidez sob demanda, sem obrigatoriedade de adesão.
Instituições já envolvidas incluem Bank of America, JPMorgan Chase, HSBC, Deutsche Bank, BNP Paribas e Lloyds Bank. Essa lista indica uma adesão institucional relevante, não apenas um piloto.
Como funciona a conexão SWIFT-Thunes-XRP
A SWIFT concluiu a migração para o padrão ISO 20022 em novembro de 2025, viabilizando dados mais estruturados para liquidação de ativos digitais. A base é a troca de mensagens mais rica que sustenta o novo esquema.
Dentro desse arcabouço, a Thunes conecta pagamentos da SWIFT a mais de 11 mil bancos, permitindo o acesso a produtos de pagamento da Ripple. Nessa estrutura, XRP atua como ativo de ponte para liquidez sob demanda, sem depender de Nostro pré-financiado.
A rota funciona assim: empresa envia pagamento via SWIFT; a transação passa pela Thunes; a Thunes oferece acesso à infraestrutura ODL da Ripple; o XRP é usado para liquidar a operação. A participação é opcional para as instituições.
A Swft já realizou testes com USDC em novembro de 2025 e com depósitos tokenizados em dezembro de 2025, envolvendo HSBC e Ant International. Em janeiro de 2026, BNP Paribas Securities Services, Intesa Sanpaolo e Societe Generale FORGE testaram títulos tokenizados.
Impacto e próximos passos
Essa arquitetura amplia a distribuição do XRP para mais de 11 mil bancos, além de permitir que diferentes ativos digitais concluam liquidações na mesma infraestrutura. Ainda não há obrigação de uso do XRP pelos bancos.
A mudança redefine o debate sobre o upstream da liquidez: não basta perguntar se bancos vão adotar blockchain, mas qual ativo liquida as transferências reais com câmbio instantâneo. XRP é uma opção entre outras.
O ecossistema também envolve a interoperabilidade entre blockchains privadas e públicas, com a Chainlink atuando nesse elo, mantendo a conformidade com ISO 20022. O ambiente de liquidação multiativo ganha escala.
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