- O PMI composto preliminar da zona do euro caiu para 50,5 em março, o menor em 10 meses, mas permanece acima de 50, indicando expansão ainda que fraca por 15 meses seguidos.
- Os custos de insumos atingiram o nível mais alto há mais de três anos, impulsionados pela guerra no Oriente Médio, elevando a inflação e provocando interrupções na cadeia de suprimentos desde meados de 2022.
- Pedidos novos recuaram pela primeira vez em oito meses, puxando a fraqueza do setor de serviços; a produção industrial ainda cresceu, mas caiu de 51,9 para 51,7.
- Na Alemanha, a produção avançou, enquanto na França caiu; o restante da zona do euro registrou ganho muito limitado, o mais fraco em 27 meses.
- O emprego caiu pelo terceiro mês consecutivo, com cortes no setor industrial; a confiança das empresas atingiu o menor nível em quase um ano.
O crescimento do setor privado da zona do euro desacelerou em março, com a guerra no Oriente Médio elevando custos de insumos a seu nível mais alto em mais de três anos e provocando interrupções na cadeia de suprimentos. O PMI composto da S&P Global ficou em 50,5, ante 51,9 em fevereiro, sinalizando quase estagnação.
O índice mostra que, apesar de ainda acima de 50, o desempenho está fraco há 15 meses. Novos pedidos caíram pela primeira vez em oito meses, pressionando o dinamismo do setor de serviços, enquanto a indústria apresentou expansão, mas com produção em queda de 51,9 para 51,7.
Custos de insumos aceleraram, atingindo o ritmo mais intenso desde fevereiro de 2023, com energia mais cara e cadeias de suprimentos sob pressão pelo conflito. Entregas de fornecedores no setor manufatureiro estenderam-se pela maior duração desde agosto de 2022.
Desempenho por país
A produção na Alemanha continuou a crescer, sustentada por avanços industriais em mais de quatro anos, enquanto a França registrou queda adicional. O restante da zona do euro teve apenas um pequeno aumento na atividade, o mais fraco em 27 meses.
O emprego recuou pelo terceiro mês seguido, com reduções concentradas no setor industrial, onde a folha de pagamentos caiu todos os meses desde junho de 2023. Serviços registraram alta marginal, porém no menor ritmo desde setembro.
A confiança das empresas caiu ao menor nível em quase um ano, com a taxa de queda mensal a maior desde a invasão da Ucrânia pela Rússia. Mesmo assim, as firmas mantiveram alguma expectativa de produção para o próximo ano, ainda que abaixo da média histórica.
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