- Depois de quase uma década de negociação, Austrália e União Europeia fecham acordo de livre comércio para reduzir tarifas e ampliar o comércio em várias áreas.
- Austrália eliminará tarifa de cinco por cento sobre produtos europeus, incluindo carros, moda, alimentos e bebidas.
- A União Europeia removerá tarifas sobre uma variedade de produtos australianos, como minerais críticos, itens manufaturados e muitos laticínios.
- Nomes de produtos alimentícios serão ajustados: o uso de “prosecco” pode continuar por mais uma década no mercado interno, enquanto parmesan e kransky permanecem, e feta, romano e gruyère serão gradualmente substituídos.
- O acesso a mercados de carne prevê quotas adicionais de 30.600 tonnes de beef e 25.000 tonnes de sheep meat por ano, mas setor de carne australiano critica o valor considerado insuficiente.
Após quase uma década de negociações, Australia e União Europeia anunciaram um acordo comercial que reduzirá tarifas e ampliará o comércio de alimentos, vinhos, carros e moda. A assinatura ocorreu em âmbito bilateral, com foco em flexibilizar trocas entre os blocos.
O acordo prevê a remoção de uma tarifa de 5% sobre importações europeias, beneficiando fabricantes de automóveis como BMW e Mercedes, além de produtos de moda, alimentos e bebidas. Quotas adicionais para bens australianos também foram definidas para exportação.
A dupla parte também concordou em eliminar tarifas da UE sobre uma gama de produtos australianos, incluindo minerais críticos, itens manufaturados e muitos laticínios. O objetivo é ampliar o intercâmbio entre as economias.
Proibição gradual de termos de marca no mercado interno
Apesar da pressão de produtores de vinho, a Austrália manterá o uso de “prosecco” para vendas domésticas, com a obrigatoriedade de cessar o uso para exportações ao longo de dez anos. Termos como parmesan e kransky permanecerão no mercado interno, mas feta, romano e gruyere serão descontinuados gradualmente.
Críticas da indústria de carne e respostas oficiais
Extensas cotas para carne ficaram aquém do esperado, provocando reação dos produtores de carne vermelha. O setor recebeu 30.600 toneladas adicionais de boi e 25.000 toneladas de carne ovina por ano, valores considerados abaixo de outros fornecedores, como a Nova Zelândia.
Andrew McDonald, presidente da força-tarefa de acesso de carne à UE, afirmou que o resultado deixa o setor significativamente prejudicado. A fala atribui à negociação uma queda de qualidade em relação a acordos de concorrentes.
O primeiro-ministro Anthony Albanese recebeu o acordo como um “ganho para ambos os lados”, destacando a relação com a segunda maior economia mundial. Ele informou que o entendimento representa momento definidor para o país.
A União Europeia também confirmou avanços na cooperação militar, com foco em cibersegurança, contraponto ao terrorismo e expansão de vínculos de pesquisa entre as partes. O objetivo é ampliar estabilidade e previsibilidade.
Contexto e próximos passos
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ressaltou que o acordo oferece estabilidade e benefício setorial para ambas as partes. A assinatura reforça a cooperação econômica e estratégica entre Canberra e Bruxelas, segundo ela.
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