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Refinaria irlandesa de metais integra cadeia que alimenta guerra russa

Refinaria irlandesa de alumina intensifica envios a siderúrgias russas desde a invasão, levantando questões de sanção e rastreabilidade da cadeia.

Aughinish Alumina’s trade with Russia does not appear to breach sanctions law.
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  • A refinaria irlandesa Aughinish Alumina ampliou significativamente os envios de alumina para siderúrgias russas desde a invasão da Ucrânia em 2022.
  • Dados públicos mostram que Irlanda exportou $243 milhões em alumina para a Rússia em 2022, subindo para $376 milhões em 2024.
  • A Aughinish, localizada no estuário de Shannon, é de propriedade do grupo russo de alumínio Rusal desde 2006 e é a maior produtora europeia de alumina.
  • Politicamente, a análise de registros vazados levanta questionamentos sobre a capacidade da UE de impedir que matérias-primas alcancem fabricantes de armas russos, mesmo sem sanções diretas à alumina.
  • Em 2024, quase 500 mil toneladas de alumina foram exportadas da Aughinish para Krasnoyarsk, Somando-se a isso, a Alcoa (OK Rusal TD) supostamente vendia alumínio via intermediários para clientes sancionados, incluindo fabricantes de mísseis.

A refinaria irlandesa de metais Aughinish Alumina intensificou, nos últimos anos, o fornecimento de alumina para a Rússia, apontam registros vazados e dados públicos. A instalação fica no estuário de Shannon, no oeste da Irlanda, e pertence ao grupo russo Rusal desde 2006. A elevação dos embarques ocorreu após a invasão da Ucrânia, em 2022.

Dados de comércio indicam que o exportador irlandês enviou alumina para usinas russas, com aumento relevante desde o início do conflito. Em 2022, a Irlanda exportou cerca de 243 milhões de dólares em alumina para a Rússia; esse valor subiu para 376 milhões em 2024, segundo a Observatory of Economic Complexity. Aughinish é a principal produtora de alumina da Irlanda.

O material exportado segue para operações da Rusal na Rússia, com parte dos insumos sendo deslocados entre fábricas no país e na Irlanda. Analistas destacam que a cadeia de suprimentos de defensivos é multi-nível e pode apresentar lacunas de fiscalização, mesmo quando cada nó da cadeia esteja em conformidade com regras.

Mudança de tema: contextos e questionamentos

Leaked records pelos veículos iStories e repassados a veículos internacionais sugerem questões sobre a efetividade das sanções da UE no controle de matérias-primas que abastecem fabricantes militares. Dados apresentados indicam que o alumina da Aughinish, ao chegar à Rússia, pode sustentar unidades de produção de alumínio com usos militares.

Ao mesmo tempo, o governo irlandês já havia afirmado, em 2022, que a planta não está vinculada a “maquinário de guerra” e que alumina não é mercadoria sancionada pela UE. Representantes da Aughinish não comentaram ao Guardian e ao OCCRP sobre as salvaguardas aplicadas à cadeia de suprimento.

Especialistas em defesa ressaltam que rastrear toda a cadeia de fornecimento, do minério ao produto final, é complexo. O professor Aristides Matopoulos, da Cranfield University, aponta que estruturas transfronteiriças podem permitir que materiais chegarem a usuários sancionados, mesmo com conformidade aparente em cada etapa.

Rusal e empresas associadas não responderam aos pedidos de comentário sobre o uso de intermediários de comércio. Além disso, a análise sugere vínculos entre a empresa de comércio Aluminium Sales Company (ASK) e a Rusal, com indicadores de financiamento e endereço compartilhado entre as operações.

A indústria de alumínio na região de Krasnoyarsk, na Sibéria, recebe alumina irlandesa e a revende via ASK a compradores que atuam sob sanções. Em 2024, informações indicam que a ASK teve clientes ligados a atividades militares, entre eles a Sverdlov, fabricante de casings de mísseis e explosivos, alvo reportado de ações militares ucranianas.

A Rusal afirma que alumina e alumínio são bens de uso civil amplamente necessários, ressaltando que a cadeia de suprimentos possui padrões de conformidade. A agência irlandesa de comércio disse que sanções não afetam a exportação de alumina para terceiros, desde que as regras sejam observadas.

A análise sugere que a situação demanda monitoramento contínuo de autoridades, empresas e sanções, para assegurar que materiais básicos não contribuam para usos militares indevidos. O conteúdo baseia-se em registros públicos e documentos vazados, sem juízos de valor sobre as partes envolvidas.

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