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Ibovespa sobe 3,2% com adiamento de Trump ao Irã, dólar cai a 5,24

Ibovespa avança 3,2% com o dólar a R$ 5,24 após Trump anunciar pausa nos ataques ao Irã e sinalizar negociações sobre o Estreito de Ormuz

Fechamento 23/03/2026
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  • Ibovespa fechou em alta de 3,24%, aos 181.932 pontos, reagindo aos desdobramentos entre Estados Unidos e Irã.
  • Dólar caiu 1,29%, encerrando o dia em R$ 5,24.
  • Presidente dos EUA anunciou pausa de cinco dias nos ataques ao Irã, após afirmar ter conversas produtivas com lideranças iranianas.
  • Trump indicou possível acordo para manejo conjunto do Estreito de Ormuz; Irã negou que haja negociações de paz em andamento.
  • O Brent caiu mais de 11% com a notícia da trégua, refletindo mudança de humor no mercado de energia.

O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira (23), motivado pela guinada no tom entre EUA e Irã. O pregão terminou com alta de 3,24%, aos 181.932 pontos, após reagir à pausa anunciada por Donald Trump na escalada de ataques. O dólar caiu 1,29%, fechando a R$ 5,24.

A divulgação de que Trump estenderia por cinco dias a trégua temporária ampliou o otimismo. O presidente afirmou ter tido “conversas produtivas” com lideranças iranianas e citou negociações envolvendo Steve Mnuchin e Jared Kushner, sugerindo previsível controle conjunto do Estreito de Ormuz. O Irã negou a existência de negociações de paz em andamento.

A mudança repentina de tom afetou também o Brent, que recuou com força, caindo cerca de 11% em pregão global. Mercados de ações ao redor do mundo registraram alta, com a Nasdaq, Dow Jones e S&P 500 vencendo a sessão, refletindo o alívio de investidores diante da possível redução do conflito.

Mercado e moedas

O dia trouxe queda do dólar frente a moedas de referência, contribuindo para o cenário de liquidez nas bolsas nacionais. Investidores ajustaram posições diante da incerteza sobre o desfecho do Estreito de Ormuz e do fornecimento global de petróleo.

A queda do petróleo manteve-se sob impacto da notícia de trégua, ainda que persista a cautela sobre a reabertura do canal de navegação. Analistas destacam que, mesmo com a pausa, não há garantia de normalização imediata do tráfego no Estreito.

Contexto geopolítico e desdobramentos

Israel realizou ataques contra infraestrutura iraniana pouco antes da pausa anunciada. Teerã respondeu por meio de retaliações a nações da região, mantendo o cenário tenso apesar da trégua provisória. As mudanças de narrativa entre Washington e Teerã agravam a incerteza sobre o curto prazo do abastecimento global.

As negociações em andamento ainda não indicam conclusão rápida do impasse. Mesmo com avanços diplomáticos, a reabertura definitiva do Estreito de Ormuz tende a ocorrer de forma gradual, sustentando volatilidade nos mercados de energia e ações.

Com informações da Bloomberg News.

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