- A União Europeia tem progresso considerável na energia limpa, mas ainda não substituiu carros a gasolina nem caldeiras a gás, mantendo dependência de fuels estrangeiros.
- O desafio agora é levar mais eletricidade para edifícios, indústria e transporte, afirma o diretor da Electrification Alliance, Adrian Hiel.
- O conflito envolvendo o Irã elevou os preços de petróleo e gás, deixando as famílias mais impactadas pela conta de energia.
- O grupo defende acelerar a eletrificação e reduzir impostos sobre a eletricidade para facilitar a transição para energia decarbonizada.
- A Comissão Europeia já sinalizou que pretende taxar menos a eletricidade do que combustíveis fósseis, buscando incentivar o uso de energia limpa.
Europeia registra avanços expressivos na produção de energia limpa, mas falha em abandonar equipamentos movidos a combustíveis fósseis, segundo Adrian Hiel, diretor da Electrification Alliance. A síntese é de que a transição precisa ir além da geração.
Hiel afirma que houve transformação radical no abastecimento elétrico da região e que o próximo passo é levar mais eletricidade para edifícios, indústria e transporte. O desafio é menor o suficiente para justificar mudanças rápidas.
Segundo a associação, a União Europeia gera quase o suficiente de energia a partir de fontes solar e eólica a cada ano para cumprir metas verdes, mas continua dependente de carros a combustíveis e de boilers a gás, o que mantém o continente vulnerável a combustíveis estrangeiros.
A ligação entre política energética e impostos também é mencionada. O grupo aponta que tributos elevados sobre a eletricidade dificultam a transição verde, enquanto a presidente da Comissão Europeia sinalizou uma redução de impostos sobre a eletricidade em relação aos combustíveis fósseis.
Entre as ações sugeridas, a Electrification Alliance defende acelerar a adoção de energia decarbonizada na economia. A entidade reúne grupos como SolarPower Europe, International Copper Association Europe e Transport & Environment.
Hiel cita que o custo decrescente de tecnologias limpas facilita a substituição de fósseis durante a crise atual. Em entrevista, ele relata medidas domésticas, como isolamento, bomba de calor e painéis solares, que reduziram significativamente seu consumo de energia e custos.
A crise energética global é impulsionada pela guerra entre EUA, Israel e Irã, que elevou preços de petróleo e gás. A Isca de Hormuz ficou mais vulnerável, elevando pressões sobre o fornecimento mundial de energia, especialmente LNG para a Europa.
O especialista ressalta que a elevação de preços de gás tende a permanecer por anos, o que pressiona governos a buscar apoio para famílias pagarem contas e viabilizarem a electrificação de moradias, sem comprometer outros investimentos públicos.
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