- O governo federal intensificou a fiscalização de distribuidoras e postos para evitar preços abusivos de gasolina e diesel.
- Propõe medidas para reduzir impostos, com isenção de PIS e COFINS e subvenção a produtores e importadores, totalizando cerca de R$ 30 bilhões.
- A média nacional aponta alta de aproximadamente R$ 0,40 por litro na gasolina desde o início da guerra no Irã; o diesel chega a quase R$ 7,30 por litro, alta de cerca de vinte por cento.
- A alta no preço do petróleo, que chegou a quase US$ 120 por barril, preocupa o custo de frete e a inflação no país.
- Estados não aceitaram ainda a ideia de cortar ICMS; Procons e Agência Nacional do Petróleo fiscalizam postos e o setor acusa risco de desabastecimento e cobra ações do governo.
O governo federal aumentou a fiscalização para evitar preços abusivos de combustível e lançou medidas para reduzir impostos em parceria com os governos estaduais. A meta é conter a alta dos preços e mitigar impactos na inflação.
Gasolina acumula alta de cerca de 0,40 por litro desde o início da crise no Irã; o diesel chega perto de 7,30 reais, com queda de poder aquisitivo para caminhoneiros e frete mais caro. O efeito se propaga aos preços de produtos.
A disparada acompanha o preço do petróleo, que chegou a nearly US$ 120 por barril diante de ataques no Oriente Médio e do fechamento do Estreito de Ormuz. O pacote inclui isenção de PIS e COFINS e subvenção a produtores e importadores, com impacto estimado em 30 bilhões de reais.
Medidas em curso e impactos
O governo reforçou a fiscalização de distribuidoras e postos para evitar abusos de preços, ao mesmo tempo em que busca reduzir a carga tributária em convênio com estados. Até o momento, as propostas não foram plenamente aceitas pelos entes regionais.
A queda de confiança no setor é acompanhada por pressões para evitar desabastecimento. O noticiário também aponta que as altas dificultam a competitividade e elevam o custo do frete, pressionando setores produtivos.
Análise de especialistas
Natuza Nery apresenta Fábio Couto, repórter do Valor Econômico com mais de 20 anos na área de energia. Couto avalia a eficácia das medidas e por que os estados relutam em renunciar ao ICMS sobre combustíveis.
Segundo o repórter, há espaço para questionar se há oportunismo no repique de preços, apesar das medidas anunciadas. A entrevista avalia ainda cenários futuros e o que seria necessário para frear subidas sem comprometer receita estadual.
O Assunto é um podcast diário do g1, com edição, apresentação e produção constantes. O programa oferece análise sobre temas econômicos e é disponibilizado em várias plataformas, além do YouTube.
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