- As maiores emissoras do mundo pedem à UE que imponha regras mais rígidas a grandes empresas de tecnologia em TVs inteligentes e assistentes de voz.
- A carta, da ACT (Associação de Serviços de Televisão e Vídeo sob Demanda na Europa), cita Google, Amazon, Apple e Samsung como potenciais gatekeepers.
- Diz que sistemas de recomendação e busca embutidos em TVs podem privilegiar certos conteúdos, moldando o consumo de milhões de usuários.
- A ACT pede que a Comissão Europeia designate os sistemas operacionais de TV como “gatekeepers” e aumente a supervisão para garantir justiça e contestabilidade.
- Google, Amazon, Apple e Samsung foram solicitados a comentar; a situação ocorre em meio a tensões entre UE e autoridades dos EUA sobre regulação de tecnologia.
A associação de canais e serviços de vídeo por demanda da Europa (ACT) pediu à União Europeia que imponha as regras mais rígidas contra grandes empresas de tecnologia em TVs conectadas e assistentes de voz. A carta aponta para o papel dominante de sistemas operacionais de TV e assistentes de marcas como Google, Amazon, Apple e Samsung.
Segundo a ACT, poucos operadores controlam o acesso aos públicos e à distribuição de conteúdo, o que pode moldar o consumo de milhões de usuários. A entidade afirma que esses players atuam como “gatekeepers” que favorecem determinadas opções de conteúdo.
A correspondência foi enviada à chefe antitruste da UE, Teresa Ribera, e foi relatada pela Reuters, destacando a necessidade de supervisão adequada para garantir competição e oportunidades iguais no mercado.
Google, Amazon, Apple e Samsung foram procurados para comentar o conteúdo da carta. A ACT representa grandes emissoras como Canal+, RTL, Mediaset, ITV, Paramount+, NBCUniversal, Disney, Warner Bros Discovery, Sky e TF1 Groupe.
A iniciativa ocorre em um momento de tensão entre autoridades europeias e a administração Trump, com a UE fortalecendo a aplicação de regras antitruste sobre techs dos EUA. O escrutínio visa controle de plataformas digitais em solo europeu.
Em fevereiro, a UE ameaçou agir contra a Meta por bloquear IA concorrente no WhatsApp Business, acusando abuso de posição dominante. A empresa negou a intervenção e afirmou que não é canal significativo para distribuição de IA.
Teresa Ribera indicou que uma decisão sobre se a busca do Google viola a Digital Markets Act deve sair em breve, como parte de investigações que duram desde 2024. O caso integra o conjunto de ações antitruste em avaliação.
No cenário internacional, há também tensões com sanções dos EUA contra ex-funcionários da UE acusados de censura. A situação repercute debates sobre regulação de plataformas digitais e liberdade de atuação no mercado global.
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