- Finnair firmou acordo com a Embraer para até 46 aeronaves E195-E2: 18 pedidos firmes, 16 opções e 12 direitos de compra, com o objetivo de substituir a frota mais antiga.
- Entregas estão previstas para o segundo semestre de 2027, e a encomenda será adicionada ao backlog da Embraer no primeiro trimestre de 2026.
- Analistas veem o acordo como validação da família E2, aumentando a competitividade da Embraer frente a Airbus, especialmente na região nórdica.
- O E195-E2 é até 35% mais econômico em combustível em relação à antiga geração E190 usada pela Finnair, com cabine sem assentos do meio.
- Estimativas de valor indicam aproximadamente US$ 4 bilhões, com impacto positivo para a presença da Embraer na Europa e na Escandinávia.
A Embraer fechou acordo com a Finnair para a compra de até 46 aeronaves E195-E2, com 18 pedidos firmes, 16 opções e 12 direitos de compra. A operação, anunciada nesta segunda-feira, envolve a substituição da frota mais antiga da empresa finlandesa. A entrega está prevista para começar no segundo semestre de 2027, com a encomenda integrada à carteira de pedidos da Embraer do primeiro trimestre de 2026.
A Finnair afirma que o E195-E2 representa economia de combustível de até 35% em comparação à geração anterior de E190, contribuindo para uma malha europeia mais robusta. O CEO Turkka Kuusisto destacou o investimento como um marco para ampliar a presença da companhia na Europa.
Analistas de bancos de investimento veem o acordo como validação da família E2 e como passo para elevar a competitividade da Embraer no segmento de jatos de fuselagem estreita de médio porte. O Citi aponta que a decisão reforça a posição da Embraer frente à Airbus, com o E2 superando o A220 em vendas em determinados mercados.
Segundo relatório do Citi, a Finnair passa a enxergar a Embraer com mais credibilidade após firmar o contrato com a fabricante brasileira. A instituição destaca ainda que o acordo amplia a visibilidade de receitas do segmento de aviação comercial da Embraer no médio prazo.
O BTG Pactual estima que o valor do pedido pode ficar em torno de US$ 4 bilhões, com base no preço de lista. Os analistas indicam que a compra sinaliza redução de riscos para rentabilidade diante das tensões no Oriente Médio e reforça a proposta de valor do E2 na Europa.
O BTG também ressalta que o acordo reforça a presença da Embraer na região escandinava, onde já havia pedidos de E2 para a Scandinavian Airlines e para o KC-390 destinado ao governo sueco. O relatório aponta que a demanda continua estável por aeronaves de nova geração mais eficientes.
Os analistas destacam que os efeitos positivos podem se manifestar em entregas de curto e médio prazo, ajudando a ampliar capacidade em mercados-chave não afetados pelos atuais conflitos regionais. Em meio ao cenário de tensão internacional, a Embraer tem visto resultados voláteis, porém com novos pedidos mantendo o backlogged robusto.
Entre na conversa da comunidade