- A Palantir receberá acesso a um grande conjunto de dados sensíveis da Financial Conduct Authority (FCA) para investigar inteligência interna e combater crimes financeiros, em um contrato de teste de três meses.
- O acordo envolve a análise de um “data lake” da FCA, com pagamento superior a £ thirty thousand por semana, podendo levar a uma aquisição completa do sistema de IA.
- A FCA diz que Palantir atuará como processador de dados, mantendo controle exclusivo sobre as chaves de criptografia e hospedagem apenas no Reino Unido; os dados devem ser destruídos ao fim do contrato.
- Os dados incluem arquivos de casos altamente sensíveis, informações sobre empresas problemáticas, relatórios de credores sobre fraudes comprovadas ou suspeitas e dados de consumidores, incluindo chamadas, e-mails e posts de redes sociais.
- O acordo gerou preocupações de privacidade entre a FCA e especialistas, que questionam como o uso das informações pode impactar a ética, confidencialidade e eventual compartilhamento de metodologias.
Palantir terá acesso a dados sensíveis da regulação financeira britânica em contrato com a FCA, para investigar crimes financeiros. O acordo envolve uma fase de teste de três meses, com remuneração de mais de £30 mil por semana, para analisar o data lake da FCA.
A autoridade reguladora britânica visa usar inteligência digital para direcionar recursos contra fraudes, lavagem de dinheiro e insider trading entre 42 mil empresas do setor financeiro. Palantir já atua em contratos públicos no Reino Unido há anos.
A FCA classificou Palantir como processador de dados, assegurando que a empresa só opere sob instruções da autoridade. Os dados ficarão hospedados no Reino Unido, com chaves de criptografia sob controle exclusivo da FCA, que também determina a destruição após o término.
Detalhes do contrato
A análise envolve arquivos de inteligência de casos, informações sobre empresas problemáticas, relatórios de credores e dados públicos, incluindo queixas de consumidores. Estão incluídas gravações de telefonemas, e-mails e rastros de posts em redes sociais.
A FCA avaliou o uso de dados reais, mesmo com o peso de diretrizes que recomendam dados sintéticos em pilotos. Autoridade afirma que, para investigações de aplicação de leis, há poder de exigir grandes volumes de dados de firmas.
Críticos internos levantaram preocupações sobre privacidade, questionando como Palantir protegerá metodologias de detecção e se o acesso poderá expor parcerias ou pessoas envolvidas. Também há dúvidas sobre confidencialidade de dados sensíveis.
O FCA afirmou que o acordo não permite cópia de dados para treinar produtos da Palantir e que a empresa não terá autonomia para decidir usos além do contratado. A defesa do uso de tecnologia sustenta que a medida reforça a proteção ao consumidor e aos mercados.
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