- Pessoas com empréstimos estudantis que estão a poupar para um depósito de habitação economizam quase £2.000 a menos por ano do que quem não tem dívida. Ao todo, quem está com dívida fica £1.964,40 mais longe do objetivo de poupar em um ano.
- Segundo a Barclays, 44% dos titulares de empréstimos afirmam que as parcelas limitam a construção de estabilidade financeira de longo prazo e 41% dizem que impedem a entrada no mercado imobiliário.
- O estudo ocorre em meio a movimentos de escrutínio sobre o sistema de empréstimos estudantis, após a decisão da secretária de Finanças, Rachel Reeves, de congelar o limiar de início das parcelas por três anos a partir de 2027.
- As constatações são baseadas em duas pesquisas com 2.000 consumidores conduzidas pela Opinium Research.
- Jatin Patel, chefe de hipotecas, poupanças e seguros do Barclays, afirmou que custos externos estão reformulando o caminhos para a aquisição da casa, com parcelas estudantis contribuindo para reduzir a poupança de depósito.
Barclays aponta que o pagamento de empréstimos estudantis reduz em quase £2 mil por ano a poupança destinada ao sinal de entrada em casa. Segundo o relatório, quem tem dívida de estudos junta menos dinheiro para o depósito do imóvel do que quem não tem esse encargo.
A pesquisa, baseada em dois levantamentos com 2.000 consumidores, mostra que 44% dos portadores de empréstimo relatam que as parcelas limitam a construção de estabilidade financeira a longo prazo e 41% afirmam que dificultam a entrada no mercado imobiliário. Os dados coincidem com debates sobre o sistema de empréstimos estudantis, após o congelamento do patamar de início das repayments por três anos, anunciado pela Chanceler.
Panorama financeiro dos graduados
O estudo aponta uma diferença de poupança mensal entre quem tem dívida e quem não tem. Quem possui empréstimo economiza cerca de £310 por mês para o depósito, ante £473,70 dos que não têm dívida, gerando quase £1.964,40 a menos por ano para quem carrega o empréstimo.
Dados oficiais indicam salário médio de £42.000 para graduados, frente a £30.500 para não graduados. O montante médio da dívida de empréstimo estudantil na Inglaterra subiu para £53.000, refletindo reajustes de mensalidade e mudanças no sistema.
Mudanças no financiamento imobiliário dos jovens
A Barclays destaca que muitos compradores de primeira viagem passaram a buscar imóveis com custos menores, inclusive abaixo do limiar do stamp duty. Segundo os autores, as conclusões derivam de pesquisas com consumidores conduzidas pela Opinium Research.
Jatin Patel, chefe de hipotecas, poupança e seguros da instituição, afirmou que custos externos elevados estão remodelando a forma como o Reino Unido encara a aquisição de moradia. Ele ressaltou que as parcelas de empréstimos estudantis freiam a poupança para o depósito, enquanto oscilações no preço da energia elevam as preocupações com custos de manutenção.
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