- Richard Walker, conselheiro chefe para custo de vida e presidente-executivo da rede de supermercados Iceland, pediu aos ministros que avaliem um teto temporário sobre os lucros de empresas de energia e combustível para evitar ganhos excessivos com a guerra no Oriente Médio.
- O objetivo é impedir que produtores e varejistas lucrem com a crise, especialmente após o bloqueio do estreito de Hormuz, rota crucial para petróleo e gás europeu.
- Walker afirmou, em coluna no Sunday Times, que lucros não são problemáticos, mas profiteering durante dificuldades familiares é inaceitável.
- As discussões ocorrem enquanto circulam sinais de que a tesouraria pode flexibilizar a atual taxação de lucros de petróleo e gás, a chamada “windfall tax” de energia, antes de ataques recentes a Irã.
- O presidente-executivo da Centrica, Chris O’Shea, disse que aumento nos preços da energia pode ser inevitável se a guerra no Oriente Médio permanecer, prevendo impacto maior nos combustíveis do que nas faturas de energia, e sugeriu apoio direcionado às famílias.
Richard Walker, conselheiro de custo de vida do governo britânico, pediu aos ministros para considerar um teto temporário nos lucros de empresas de energia e de petróleo. A ideia busca evitar ganhos excessivos durante o conflito no Oriente Médio, sobretudo após a crise envolvendo o Irã e o estreito de Hormuz.
Walker é lord trabalhista, presidente da cadeia de supermercados Iceland e atua como o “champion” do custo de vida designado pelo primeiro-ministro. Em uma coluna publicada no Sunday Times, ele afirmou que o governo deveria avaliar a limitação de como as empresas lucram com preços mais altos de energia diante da paralisação do estreito e do contexto regional.
A proposta surge em meio a rumores de que a ministra da Economia, Rachel Reeves, poderia cortar o imposto sobre lucros extraordinários no setor de energia, ao passo que ataques estrangeiros aumentarão a pressão sobre os preços no varejo de combustíveis. Oficiais próximos ao governo ainda não anunciaram medidas formais.
Chris O’Shea, CEO da Centrica, dona da Gas, afirmou que o aumento de tarifas de energia pode ser inevitável se o conflito persistir, mas destacou que o impacto será maior nos preços da gasolina do que nas contas de energia. Ele informou que a Centrica manteve reuniões com o governo para discutir suporte específico aos consumidores.
O executivo ressaltou que a queda ou o fechamento do tráfego no estreito de Hormuz reduz a oferta global de petróleo, o que tende a pressionar um aumento nos preços no varejo de combustível. A Centrica indicou abertura a medidas de ajuda focalizadas, em vez de programas amplos de apoio.
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