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Júri acusa Musk de enganar investidores do Twitter antes da aquisição de 2022

Júri conclui que Elon Musk enganou acionistas ao alegar excesso de bots em 2022; indenização pode chegar a US$ 2,6 bilhões

Elon Musk defende a criação de uma cidade autossustentável na Lua, capaz de se expandir gradualmente com recursos extraídos do próprio solo lunar (Andrew Harnik / Equipe/Getty Images)
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  • Painel de oito jurados em San Francisco decidiu que Elon Musk enganou acionistas em 2022 ao dizer que o Twitter tinha contas falsas em excesso e ao tentar abandonar o negócio.
  • Os jurados rejeitaram duas das quatro acusações de fraude; os danos aos investidores podem chegar a US$ 2,6 bilhões.
  • A indenização final será definida posteriormente, conforme os pedidos de ressarcimento apresentados pelos acionistas.
  • A defesa informou que vai recorrer e descreveu o veredito como um obstáculo, sustentando que há chance de reabilitação na apelação.
  • O caso remonta à crise da compra do Twitter em 2022, quando as ações caíram de US$ 54,20 para cerca de US$ 32,52 após as disputas legais.

Elon Musk foi considerado culpado por enganar investidores do Twitter antes da aquisição em 2022. O veredito aponta que ele fez afirmações incorretas sobre o número de contas falsas na plataforma para pressionar a renegociação do acordo, que havia sido fechado por US$ 44 bilhões.

O júri federal de San Francisco, composto por oito pessoas, decidiu na sexta-feira (20) que Musk agiu intencionalmente ao afirmar que o Twitter tinha bots em excesso e ao tentar abandonar o negócio. Duas das quatro acusações de fraude foram rejeitadas.

A indenização aos investidores ainda será calculada. Os jurados estimaram, dia a dia, o impacto das falas de Musk no preço das ações ao longo de cerca de cinco meses. O valor final poderá chegar a US$ 2,6 bilhões, segundo o veredito.

A defesa informou que vai recorrer. Em nota, o escritório de advocacia Quinn Emanuel afirmou que o resultado representa um obstáculo, mas pode haver reabilitação na apelação. O grupo destacou histórico de vitórias em instâncias superiores.

Contexto do processo

Durante aproximadamente duas semanas de depoimentos, Musk e ex-dirigentes do Twitter relataram o período turbulento de junho a dezembro de 2022, quando o empresário hesitou entre concluir ou não a compra. A indefinição levou a uma disputa judicial com o conselho da empresa para obrigá-lo a cumprir o acordo.

Investidores afirmam que postagens públicas de Musk, incluindo um tuíte de 13 de maio de 2022 dizendo que o acordo estava “temporariamente suspenso”, faziam parte de uma estratégia para derrubar o valor de mercado e renegociar as condições. A mensagem tratava de uma revisão sobre bots, considerados como usuários da rede.

Musk depôs por um dia inteiro e parte do seguinte, mantendo a versão de que ex-dirigentes, como Parag Agrawal e Ned Segal, teriam enganado o mercado sobre bots. A defesa argumentou que não houve plano oculto e que a renegociação surgiu com a discussão sobre bots.

As ações do Twitter continuaram voláteis por meses, com a hesitação de Musk em fechar o negócio, o que impactou o valor de mercado. Em Delaware, a companhia processou o bilionário em julho de 2022, levando as ações a caírem para US$ 32,52, queda de aproximadamente 40% em relação ao preço de compra.

Musk disse em juízo que aceitou fechar o acordo pelo valor original por acreditar que a juíza seria parcial contra ele. Também afirmou que seu tuíte sobre a suspensão não equivalia a encerrar a transação. Reconheceu que a mensagem pode ter contribuído para o julgamento, admitindo que, se for o caso, merece ser considerado.

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