- Michael Smith, de 52 anos, de Cornelius, Carolina do Norte, se declarou culpado por fraude relacionada à música online, em acordo com procuradores federais em Nova York.
- Ele admitiu conspiração para cometer fraude eletrônica ao inundar plataformas de streaming com milhares de músicas geradas por inteligência artificial e bots para aumentar plays.
- Conforme a acusação, Smith obtinha mais de 10 milhões de dólares em royalties indevidos entre 2017 e 2024, com até 661 mil streams diários e ganhos anuais de cerca de 1,027 milhão de dólares.
- O acordo prevê pena de até cinco anos de prisão e a perda de aproximadamente 8,09 milhões de dólares, a ser anunciada em julho.
- O caso marca uma das primeiras defesas bem-sucedidas contra fraudes envolvendo IA no mercado de música, destacando riscos para artistas e titulares de direitos.
Michael Smith, de 52 anos, admitiu culpa em Nova York por defraudar plataformas de streaming de música e outros artistas, desviando milhões de dólares em royalties. Ele foi acusado de inundar os serviços com milhares de faixas geradas por inteligência artificial e usar bots para aumentar artificialmente as reproduções. O acordo de plea foi feito com promotores federais no distrito sul de Nova York.
O acusado, residente em Cornelius, na Carolina do Norte, confessou culpa na sexta-feira à conspiracy to commit wire fraud. Segundo a justiça, Smith chegou a acumular até 661.440 streams diários entre 2017 e 2024, gerando royalties anuais de cerca de US$ 1,027 milhão. O caso é um dos primeiros a envolver fraude relacionada à IA no setor musical.
Os investigadores apontam que, embora as faixas e os ouvintes sejam falsos, o montante de milhões de dólares roubados é real e destinado a artistas e detentores de direitos que tiveram seus ganhos prejudicados. Smith poderá cumprir até cinco anos de prisão, além da perda de aproximadamente US$ 8,09 milhões na sentença prevista para julho.
Contexto
A ação ocorre em meio a disputas sobre IA na indústria musical, com preocupações sobre fraudes que desviam recursos de músicos humanos e detentores de direitos. A prática de criar músicas com IA e aumentar suas plays ameaça a renda de artistas com audiências legítimas.
Especialistas ressaltam que o cenário envolve plataformas como Amazon Music, Apple Music, Spotify e YouTube Music, que dependem de streams para distribuir receitas. O caso de Smith evidencia riscos crescentes de fraudes alimentadas por IA no ecossistema de streaming.
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