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Gigantes de Wall Street perdem bilhões com retração dos mercados privados

Bilionários do private equity veem fortunas recuar com a retração de mercados privados, diante de saídas fracas e IA pressionando avaliações

Doug Ostrover, da Blue Owl (à esquerda), Antony Ressler, da Ares Management (ao centro), e Marc Lipschultz, da Blue Owl, viram seus patrimônios líquidos diminuírem em centenas de milhões de dólares
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  • Antony Ressler, cofundador da Ares Management, e executivos da Blue Owl veem fortunas reduzirem, com queda de 40% nas ações da Ares e perdas de bilhões para Ressler, Ostrover e Lipschultz.
  • Entre os 19 bilionários que lideram gestoras de ativos alternativos listadas nos EUA, todos viram suas fortunas caírem nos últimos seis meses, somando prejuízo superior a US$ 37 bilhões.
  • As ações das maiores gestoras de private equity — Apollo, Blackstone e KKR — caíram cerca de 25% no ano; Carlyle teve queda de 20% neste ano, frente a queda de 3% do S&P 500.
  • O recuo reflete preocupações com carteiras de crédito privado e com disrupção impulsionada pela IA, além de maior demanda por resgate e menor fluxo de saídas (exits) em buyouts, com US$ 3,2 trilhões em ativos não vendidos segundo a Bain.
  • Apesar das perdas no papel, os principais bilionários do private equity mantêm grandes reservas de caixa, ações, imóveis e ativos fora do setor, evidenciando uma transição para investimentos como imóveis, títulos e esportes, conforme a Forbes.

Antony Ressler, cofundador da Ares Management, e os executivos da Blue Owl veem seus patrimônios encolherem após um ciclo de valorização no setor de ativos privados. O recuo ocorre em um contexto de aperto de liquidez e maior cautela entre investidores.

Ressler, 64, ajudou a impor o crédito direto fora do sistema bancário, transformando a Ares em um gigante de crédito com ativos de cerca de US$ 600 bilhões. O desempenho recente das ações da Ares caiu cerca de 40%, pesando no patrimônio dele.

A Blue Owl, resultado da fusão entre Owl Rock e Dyal Capital em 2021, acumula mais de US$ 300 bilhões em ativos. Os executivos Doug Ostrover e Marc Lipschultz perderam juntos cerca de US$ 1 bilhão em valor de mercado, com a ação da empresa reduzida pela metade.

Essa tendência não se restringe a Ressler e Blue Owl. Entre 19 bilionários que fundaram ou comandam gestoras de ativos alternativos listadas nos EUA, todos viram suas fortunas diminuírem nos últimos seis meses, somando perdas de mais de US$ 37 bilhões.

As ações da Apollo, Blackstone e KKR caíram em média cerca de 25% no ano, enquanto o S&P 500 recuou 3%. Carlyle teve queda de 20% na mesma janela, sendo a única entre as grandes gestoras a registrar alta no último ano.

O etos de retração vem acompanhado de preocupações com carteiras de crédito privado e com impactos da IA no valuation de software. Relatórios indicam que a liquidez se aperta e resgates crescentes afetam gestoras com foco em tecnologia, como a Blue Owl.

Segundo analistas, a pressão vem também de saídas (exits) mais fracas para buyouts, com US$ 3,2 trilhões em ativos não vendidos. A escassez de liquidez e distributões menores reduzem compromissos de investidores, favorecendo o surgimento de fundos “zumbis”.

Mesmo diante das perdas, a velha guarda do private equity mantém posição financeira robusta. Nos últimos dez anos, os oito líderes de Apollo, Blackstone, KKR e Ares somaram cerca de US$ 80 bilhões em riqueza adicional.

Leon Black, Josh Harris, Steve Schwarzman e outros criadores de gestoras consolidaram fortunas por meio de valorização de empresas, carry e venda de ações próprias. Muitos revisitam investimentos em imóveis, arte e esportes com parte de seus recursos.

Em resumo, embora haja queda de patrimônio em termos de valor de mercado, a maior parte da riqueza desses bilionários foi acumulada ao longo de anos de crescimento e permanece robusta. As mudanças recente refletem um ajuste setorial relevante, não o fim de suas trajetórias.

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