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Elétricos avançam na Ásia enquanto petróleo sobe com guerra no Irã

Preço do petróleo alto com a guerra no Irã acelera migração de compradores de gasolina para elétricos na Ásia, beneficiando BYD e VinFast

A adoção global de elétricos ajudou a evitar o consumo do equivalente a 2,3 milhões de barris de petróleo por dia no ano passado, de acordo com um cenário modelado pela BloombergNEF.
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  • A alta dos preços do petróleo, causada pela guerra no Irã, está acelerando a migração de carros a gasolina para elétricos na Ásia, beneficiando BYD e VinFast.
  • Em Manila, a concessionária BYD recebeu pedidos suficientes para equivaler a um mês em apenas duas semanas; em Hanói, showrooms VinFast registraram aumento significativo no movimento.
  • Foram vendidos 250 veículos elétricos nas três semanas desde o início do conflito, equivalentes a mais de 80 unidades por semana, o dobro da média de 2025.
  • Economista do Banco Asiático de Desenvolvimento afirma que preços mais altos do petróleo costumam estimular a adoção de EVs, com a demanda crescendo fora da China.
  • Países da região, como Laos, adotam medidas de incentivo às EVs diante do agravamento do preço do combustível, enquanto a China se posiciona como maior beneficiária da demanda.

A disparada dos preços do petróleo, alimentada pelo conflito no Golfo Pérsico, está acelerando a migração de carros a gasolina para veículos elétricos na Ásia. Montadoras como BYD e VinFast veem aumento de demanda mesmo com números ainda não divulgados oficialmente de março.

Na Filipinas, uma concessionária da BYD no distrito financeiro de Manila registra alta expressão na procura por EVs. Em duas semanas, o volume de pedidos pareceu equivalente a um mês típico, segundo um vendedor local com sete meses de atuação na loja.

Em Hanói, Vietnã, os showrooms da VinFast ficaram sem estoque suficiente para atender o aumento de visitas. Um funcionário de vendas afirmou que o fluxo de clientes quadruplicou, refletindo o impulso da transição.

Fora disso, dados de mercado indicam que, nas três semanas desde o início do conflito no Irã, foram vendidas 250 unidades de EVs da VinFast, o que equivale a mais de 80 veículos por semana e ao dobro da média mensal de 2025. Emhoje, o custo total de propriedade pode se tornar mais atrativo conforme o petróleo se mantém alto.

No Brasil e em outros mercados da região, consumidores relatam que a mudança para EVs ajuda a reduzir gastos com combustível, especialmente para trajetos diários de curto a moderado. Em empresas, funcionários já trocam carros a gasolina por modelos elétricos quando disponível.

A percepção de viabilidade financeira de EVs continua dependente de infraestrutura de recarga. Analistas destacam que acessibilidade e recarga são os maiores obstáculos, ainda que o custo total possa se equilibrar com o tempo diante de preços de combustível elevados.

No Sudeste Asiático, a adoção de EVs é acima de 40%, com a China respondendo por parte significativa da demanda. Países da região já mostram uma forte inclinação para veículos elétricos, segundo estudos setoriais. Ainda assim, alguns fabricantes tradicionais mantêm planos mais conservadores.

No Laos, o governo anunciou medidas para conter o custo de veículos elétricos, reduzindo taxas de registro e serviço em 30% e repassando o mesmo benefício aos carros movidos a gasolina como contramedida. O objetivo é estimular a frota elétrica diante da alta no petróleo.

Marcas não chinesas, como Hyundai, Nissan e Tesla, também sinalizam condições para aumento de demanda na Ásia, apesar de resistência em alguns mercados devido ao preço inicial mais elevado dos EVs em relação aos veículos movidos a combustíveis fósseis.

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