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Pré-mercado: bloqueio do Estreito de Ormuz sustenta alta do petróleo

Bloqueio do Estreito de Ormuz sustenta alta do petróleo e aumenta temor de inflação, pressionando juros globais

Imagem de satélite do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo global: pressão sobre os preços (Foto: Reuters)
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  • O pregão desta sexta-feira opera em queda, com o aumento do conflito entre Israel e Irã e a alta do petróleo alimentando preocupações com inflação.
  • Israel atacou Teerã; em retaliação, o Irã disparou mísseis contra Israel, acionando sirenes de alerta em Telaviv.
  • A escalada atingiu a infraestrutura energética regional, incluindo Ras Laffan, no Catar, que processa about um quinto do gás natural liquefeito mundial; a Qatar Energy informou força maior e estimou até cinco anos para reparos.
  • Também houve ataque ao principal porto saudita no Mar Vermelho e a uma refinaria no Kuwait; os Emirados Árabes Unidos relataram ameaça de míssil.
  • Os contratos futuros dos principais índices norte-americanos caem em torno de 1%, o Brent sobe próximo de 110 dólares, e os bancos centrais sinalizam possíveis ajustes caso a inflação permaneça elevada.

Os mercados internacionais iniciam o pregão desta sexta-feira, 20 de março, em queda. A pressão vem do agravamento do conflito entre Israel e Irã e da alta recente do petróleo, que eleva temores de inflação global.

O ataque israelense a Teerã ocorreu na madrugada, atingindo infraestrutura considerada pelo Exército de Israel como “do regime terrorista iraniano”. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel, com sirenes em Tel Aviv e defesas antiaéreas em ação.

O centro das preocupações é a escalada nos ataques a instalações energéticas. O Irã atingiu a Cidade Industrial de Ras Laffan, no Catar, responsável pelo processamento de cerca de 20% do gás natural liquefeito mundial.

Impactos na produção

O CEO da Qatar Energy confirmou interrupção de cerca de um sexto da capacidade de exportação de GNL do país, avaliada em US$ 20 bilhões por ano, com reparos que podem levar até cinco anos. Foi declarada força maior.

Na mesma quinta-feira, o maior porto saudita no Mar Vermelho foi atacado, e uma refinaria no Kuwait foi atingida por drone iraniano. Os Emirados também registraram uma ameaça de míssil na manhã desta sexta.

Contexto geopolítico

A ofensiva iraniana mira infraestrutura ligada aos Estados Unidos e aliados. O porta-voz militar informou que, enquanto houver ataques ao Irã, contra-ataques a alvos dos aliados não cessarão até destruição total.

Consequências para os mercados

A combinação de oferta de energia restrita e petróleo em alta reacende preocupações inflacionárias na economia global, impactando EUA e Europa e influenciando as decisões de política monetária.

Reações de política monetária

O FED manteve juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, com apenas um voto pela elevação. Investidores precificam altas adicionais caso o choque energético persista na inflação ao consumidor.

Na Europa, bancos centrais também optaram por manter taxas estáveis, alimentando a expectativa de ajustes no decorrer do ano diante do cenário internacional.

Perspectivas de investimento

Os contratos futuros dos principais índices norte-americanos caem cerca de 1% no pré-mercado, refletindo o nervosismo do mercado. O petróleo Brent avança próximo de 110 dólares o barril, sustentando pressão sobre o custo de energia global.

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