- As ações dos EUA caíram pela quarta semana consecutiva, com o Dow perdendo mais de 400 pontos, o S&P 500 em queda de 1,5% e o Nasdaq recuando 2%.
- O Russell 2000, que reúne empresas de menor capitalização, caiu 2,7% e entrou em território de correção, sendo o primeiro índice principal a chegar a esse patamar neste ano.
- Desde 28 de fevereiro, o Dow, o S&P 500 e o Nasdaq caíram, respectivamente, cerca de 7%, 5% e 4,5%.
- O preço do petróleo subiu, com Brent em $107 por barril e petróleo dos EUA em $98, reagindo ao conflito entre EUA e Irã.
- O estreito de Hormuz permanece bloqueado e houve ataques a infraestrutura de energia; o Pentágono enviou cerca de 2.200 fuzileiros marines ao Oriente Médio.
US stock markets caíram pela quarta semana consecutiva, pressionados pelo aumento dos preços do petróleo em meio ao conflito entre EUA e Israel contra o Irã. O índice Dow Jones recuou mais de 400 pontos na sessão de sexta-feira, enquanto o S&P 500 caiu 1,5% e o Nasdaq teve queda de 2%.
A pressão vem dos mercados de energia, que repercutem a escalada do conflito. O Brent atingou cerca de 107 dólares por barril na tarde de sexta, frente a uma média anterior de aproximadamente 70 dólares. O óleo leve dos EUA superou 98 dólares por barril, frente a 64 dólares antes de março.
A volatilidade atingiu principalmente as small caps, com o Russell 2000 caindo 2,7% e entrando em território de correção. Entre os índices, o Dow perdeu mais de 400 pontos na semana, o S&P 500 acumulou queda de 5% e o Nasdaq cerca de 4,5%, ainda longe de correção para os três.
Desde 28 de fevereiro, o Dow, o S&P 500 e o Nasdaq recuaram aproximadamente 7%, 5% e 4,5%, respectivamente, registrando quedas recorrentes nas últimas semanas. A incerteza geopolítica também impacta o setor de energia e a cadeia de suprimentos global.
Na divulgação de impactos, as caminhonetes de frete, companhias aéreas e fertilizantes sofrem com o repasse do aumento do custo do combustível. O custo médio da gasolina nos EUA está em torno de 3,88 dólares por galão, com quatro estados ultrapassando 5 dólares.
O conflito envolve bloqueio do estreito de Hormuz, que costuma permitir a passagem de cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo. A interrupção acontece em retaliação aos ataques a infraestruturas energéticas na região, com danos que podem levar anos para serem reparados.
Pela faixa diplomática, o Irã afirmou ter respondido aos ataques de forma decisiva, após o que Israel continuou as operações na região. O governo dos EUA não detalhou planos adicionais, além de um aumento na presença militar na região.
Na última semana, o Pentágono informou o envio de cerca de 2.200 fuzileiros marines ao Oriente Médio. O objetivo específico das missões não foi divulgado pela Casa Branca, que destacou o reforço da presença como parte da postura de dissuasão.
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