- Lula oficializou a saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda e nomeou Dario Durigan para o cargo, mantendo-o como novo ministro.
- Haddad deixou o posto “a pedido” e Durigan já era visto como o número dois da pasta.
- Haddad confirmou pré-candidatura ao governo de São Paulo, visando a disputa contra o atual governador Tarcísio de Freitas.
- O presidente elogiou Haddad, dizendo que ele ficará na história como o ministro da Fazenda que aprovou uma reforma tributária há décadas parada.
- A troca ocorre em meio a pressão econômica decorrente da guerra no Oriente Médio, com alta de diesel e possibilidade de greve de caminhoneiros, com planos para zerar IPI e Cofins e a subvenção à produção de combustível.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou nesta sexta-feira a troca no comando do Ministério da Fazenda. Fernando Haddad deixa a pasta a pedido, e assume Dario Durigan, que já era visto como o número 2 da equipe econômica. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União.
Haddad confirmou, na véspera, que disputará o governo de São Paulo, com o objetivo de suceder Tarcísio de Freitas. A pré-candidatura já foi anunciada em evento em São Bernardo do Campo, reduto eleitoral de Lula.
A transição ocorre em um momento de pressão econômica. O governo teme impactos da conjuntura externa, incluindo o conflito no Oriente Médio, que já elevou preços de combustíveis e pode influenciar transportes e economia doméstica.
Mudança no Ministério da Fazenda
Durigan assume o posto de ministro de Estado da Fazenda, substituindo Haddad, que deixa o cargo para concorrer nas eleições. O ato no DOU descreve a exoneração de Haddad e a nomeação de Durigan de forma oficial.
A cerimônia de confirmação também destacou o papel do ex-ministro na condução da política econômica desde o início do atual mandato. Haddad é lembrado pela equipe governamental pela condução de medidas tributárias anunciadas recentemente.
Contexto econômico
Analistas comentam que a troca ocorre em meio a movimentos para conter impactos de custos para o consumidor. Entre as medidas discutidas estão estratégias de redução de impostos federais sobre combustíveis e incentivos à produção, já avaliadas pela gestão.
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