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Lula diz que recomprar refinaria da Bahia pode levar tempo

Lula afirma que a Petrobras pode recomprar a refinaria da Bahia, vendida na gestão de Bolsonaro, e vê atraso, enquanto investe na Gabriel Passos

O presidente Lula durante visita às instalações da Regap, em Betim (MG), em 20 de março de 2026. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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  • Lula sinalizou que a Petrobras pode recomprar a refinaria de Mataripe, na Bahia, antiga Landulpho Alves, vendida para a Acelen durante o governo de Jair Bolsonaro.
  • A declaração ocorreu durante visita à refinaria Gabriel Passos, em Betim (MG).
  • A Petrobras anunciou investimento de R$ 3,8 bilhões até 2030 na Refinaria Gabriel Passos, com previsão de gerar cerca de oito mil postos de trabalho.
  • O presidente também criticou a venda da BR Distribuidora, dizendo que, se ainda estivesse sob controle da Petrobras, ajudaria a manter preço acessível ao consumidor.
  • Lula afirmou que, sem a distribuidora, a Petrobras fixa o preço, mas o repasse ao consumidor fica dissociado, segundo ele, da regulação anterior da estatal.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou que a Petrobras pode recomprar a refinaria de Mataripe, na Bahia, hoje conhecida como Landulpho Alves. A afirmação foi feita durante visita à refinaria Gabriel Passos, em Betim (MG), nesta sexta-feira, 20.

Lula informou que, no governo do PT, a Petrobras voltou a ser uma das empresas mais rentáveis do País, citando a melhoria de resultados após ações de ajuste. Ele ressaltou que a refinaria da Bahia, vendida durante a gestão anterior, pode voltar a integrar o parque de refino da estatal. A declaração reforça a promessa de reacender operações na região.

Paralelamente, a Petrobras anunciou investimento de 3,8 bilhões de reais até 2030 na Refinaria Gabriel Passos, em Betim, com a expectativa de criar cerca de oito mil empregos diretos ou indiretos. A medida amplia o foco da empresa em expansão de capacidade e geração de empregos.

O presidente também criticou a venda da BR Distribuidora, vendida durante a gestão de Jair Bolsonaro. Afirmou que, se a distribuidora ainda estivesse sob controle da Petrobras, seria possível ter maior controle de preços e repassar ganhos ao consumidor final, segundo a linha de argumentação do governo.

O discurso ocorreu no contexto de críticas à alta dos preços de combustíveis desde o início da tensão entre Estados Unidos, Israel e Irã. Lula manteve o tom de defesa de políticas da Petrobras para reduzir custos ao consumidor e recuperar ativos estratégicos do setor.

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