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Investidores estão em negação sobre o impacto econômico da guerra com o Irã

Guerra no Irã eleva preços do petróleo e interrompe tráfego no Estreito de Hormuz, aumentando risco nos mercados e nos seguros marítimos

An oil tanker on the water.
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  • A guerra no Irã entra na quarta semana e ataques à infraestrutura de energia afetam a economia global; o preço do petróleo chegou perto de US$ 120 por barril e o estreito de Hormuz está praticamente fechado.
  • O mercado de seguros para navios no Golfo ficou irregular: o seguro de guerra tradicional não está disponível e apólices específicas podem custar até 5% do valor da embarcação, elevando os custos mesmo após o fim dos confrontos.
  • A geografia do Irã é vista como fator de invulnerabilidade, com extensão territorial ampla e longas linhas de costa, o que complica cenários de invasão e pode aumentar retaliações por meio de ações assimétricas.
  • Renova-se o debate sobre os impactos financeiros: mercados seguem voláteis, mas sem consenso claro sobre a duração ou a intensidade da crise, com possíveis choques adicionais no curto prazo.
  • Há questionamentos sobre as implicações políticas e econômicas nos EUA, incluindo custos potenciais de centenas de bilhões de dólares sem autorização do Congresso, o que pode alterar o ambiente de investidores.

As guerras no Irã atingiram a infraestrutura energética do Golfo, derrubando o comércio global. O petróleo subiu, chegando perto de US$ 120 por barril, ante US$ 80 há pouco mais de uma semana. O trânsito pelo estreito de Hormuz quase parou.

A narrativa envolve ataques a instalações energéticas na região e ataques de retaliação entre forças regionais. Economistas e investidores observam impactos prolongados, não apenas no preço do petróleo, mas na confiança dos mercados financeiros.

A rede de interdependência econômica global é apontada como crucial para entender o cenário. A conversa com o economista Adam Tooze, publicada pelo FP, traz avaliações sobre o aumento do risco e as possíveis consequências de longo prazo.

Mercado e seguros

O debate financeiro destaca a inviabilidade de seguros de guerra tradicionais para navios no estreito. Não é mais possível contratar Lloyd’s de forma convencional; seguros sob medida podem chegar a 5% do valor da embarcação.

Essa taxa reflete uma probabilidade elevada de perfuração de navios e interrupção prolongada. Mesmo com a cessação de combates, a reativação de seguros normais levaria semanas, mantendo custos elevados por tempo indeterminado.

A administração de riscos também depende de onde o navio navega e do momento de retomada. Operadores enfrentam decisões sobre onde enviar ativos diante de cenários de alta incerteza.

Geografia e desdobramentos estratégicos

A geografia iraniana é citada como elemento de vulnerabilidade e de resistência. O Irã possui território extenso, com litoral no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã, o que complica intervenções militares diretas.

Especialistas destacam que, mesmo com ações contra a infraestrutura, retaliações de menor escala podem persistir. A existência de resistência irregular aumenta a incerteza sobre uma solução rápida para o conflito.

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