- Falta de acordo sobre a reforma da Organização Mundial do Comércio pode levar membros a buscar opções de livre comércio alternativas.
- A reunião de quatro dias dos ministros de Comércio da OMC ocorre em Yaoundé, Camarões, em um momento crítico para o órgão.
- O contexto inclui a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, que repercute na oferta global de energia e na economia mundial.
- Tarifas impostas pelo presidente dos EUA acentuaram tensões comerciais e desafiam a relevância da OMC, já com o mecanismo de solução de controvérsias paralisado por seis anos.
- O ministro do Comércio da Suécia, Benjamin Dousa, disse que, se não houver avanço, a União Europeia pode seguir por um caminho paralelo, apesar da maioria desejar reforma dentro da OMC.
A reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC) pode entrar em um ponto sem giro na reunião que ocorre na próxima semana, segundo diplomatas e autoridades. Em Yaoundé, Camarões, ministros do Comércio discutem um roteiro para a organização que governa o comércio global.
O encontro, de quatro dias, acontece em um momento em que o órgão enfrenta persistentes impasses e dúvidas sobre como avançar com reformas essenciais para manter a relevância do multilateralismo. A discussão ocorre em meio a tensões econômicas globais crescentes.
Além das negociações da OMC, o cenário é impactado por batalhas entre Estados Unidos e aliados contra o Irã, que ameaçam interromper o abastecimento de energia e ampliar riscos para a economia mundial. Medidas do governo norte-americano já elevaram tarifas e alimentam a ideia de caminhos paralelos.
Possíveis saídas para o impasse
A maioria dos membros da OMC quer reformar o órgão, mas diverge sobre o roteiro de implementação. Internamente, há a expectativa de que a falha em Yaoundé incentive a busca por acordos fora do sistema da OMC, com impactos em economias altamente dependentes do comércio.
Segundo diplomatas, o Plano A ainda é a reforma dentro da estrutura da OMC, mas obstáculos significativos persistem. A decisão final pode depender de alinhamentos entre grandes economias e de consenso sobre mecanismos de solução de controvérsias.
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