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Gigantes do gás criticam imposto sobre lucros; Pocock defende destinação aos australianos

Governo enfrenta pressão para taxar lucros de gás com 25% nas exportações; indústria diz que medida prejudicaria investimentos e segurança de abastecimento

Independent senator David Pocock says Labor ‘might finally be caving’ to pressure to ‘tax gas companies making wartime profits’ amid the global energy crisis.
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  • O governo está a considerar modelar um imposto fixo de 25% sobre as exportações de gás, com possível revisão do Imposto sobre o Arrendamento de Recursos Petrolíferos (PRRT) e do imposto de renda de empresas.
  • Parlamentares de partidos não alinhados, incluindo David Pocock, pressionam para usar lucros “de guerra” do gás para custear famílias em dificuldade durante a crise energética global.
  • A indústria de gás afirma que a taxação de exportações em 25% prejudicaria a economia australiana e a segurança energética, podendo reduzir investimentos e levar a déficits de gás.
  • O governo ainda não confirmou a medida, mas o ministro de Energia indicou que a reforma tributária está na agenda e avalia formas de cobrar impostos de forma mais eficiente.
  • Estudos indicam que, caso o imposto estivesse em vigor, a arrecadação potencial poderia chegar a bilhões de dólares; analistas citados discutem impactos no preço da energia e na oferta interna.

Gas exporters discutem impostos sobre lucros extraordinários em meio a pressão por repasse de recursos a cidadãos, com o governo avaliando uma alíquota de 25% sobre exportações de gás.

O debate envolve o governo federal, o setor de energia, legisladores de linha curta como David Pocock e sindicatos de trabalhadores, além de grupos de defesa. A ideia ganhou força à medida que preços globais de energia sobem após ataques no Golfo, elevando as receitas de exportação de gás.

O assunto chegou ao centro da pauta após o pedido do gabinete do primeiro-ministro para que o Tesouro modele o impacto de taxação plana de 25% sobre as exportações de gás, incluindo possíveis alterações ao PRRT e ao imposto de renda corporativo.

Reações do setor e posicionamentos

O principal corpo representativo da indústria de energia, a Australian Energy Producers, afirmou que a cobrança elevadas sobre as exportações de gás comprometeriam a economia e a segurança energética, citando possíveis interrupções de suprimento e aumento de preços para indústrias dependentes do gás.

A chefe executiva da entidade, Samantha McCulloch, ressaltou que a medida poderia reduzir investimentos em novos projetos, agravando distúrbios de fornecimento. O governo tem sido cauteloso, com a ministra Madeleine King indicando que o incentivo a novos gasodutos é parte da transição para energia sustentável.

Contexto internacional e impactos potenciais

Na vinheta internacional, ataques entre Israel e Irã elevaram os preços globais de energia, beneficiando exportadores de gás australianos com demanda elevada e oferta limitada. Estudos de organizações independentes estimam, sob uma such tax, receitas potenciais para o Tesouro em bilhões de dólares.

Grupos de oposição e ambientalistas defendem o uso da receita para alívio de custo de vida, especialmente para famílias atingidas pelo aumento de preços. Líderes de partidos de minoria demonstraram divergência quanto à eficácia de novos tributos para estimular a economia.

Perspectivas para a próxima semana

Conforme o Parlamento retorna, o governo encara resistência de certos setores e a pressão de legisladores independentes para destinar parte da arrecadação a custos imediatos da população. O debate está acirrado, com o governo avaliando caminhos para maximizar a arrecadação sem prejudicar investimentos no setor de energia.

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